10 filmes românticos para quem está cansado de Titanic – GQ

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Nada contra Titanic. Nós também temos amigos, digo, nós também nos emocionamos quando lembramos de Jack congelando para salvar Rose. Mas chegou a hora de fugir do clichê no Dia dos Namorados e escolher um filme menos óbvio para ver com o seu par.

Para ajudar você na missão, indicamos 10 ótimos filmes não tão populares quanto o sucesso de James Cameron para celebrar o amor, enquanto vocês se esparramam pelo sofá e brigam pela posse do pote de pipoca. Afinal, existe momento mais romântico do que esse?

Carol (2015)
 

Cena do filme Carol (Foto: reprodução)

Talvez o melhor filme de amor do século até aqui. Recriando com maestria a década de 50 por meio de cores ofuscadas e cenários esfumaçantes, Todd Haynes entrega um filme elegante e alinhado com o debate atual sobre as relações homoafetivas, sem cair na armadilha na panfletagem.

À Procura do Amor (2013)
 

Cena do filme Á Procura do Amor (Foto: reprodução)

Reveja a sua opinião sobre comédias românticas. Dirigido por Nicole Holofcener, o filme chama a atenção pela sutileza no tratamento dos problemas amorosos e pelas ótimas atuações de duas grandes estrelas do mundo das séries: Julia Louis-Dreyfus, de Veep e Seinfeld, e James Gandolfini, o Tony de Família Soprano, em seu filme de despedida. O ator morreu no mesmo ano, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Esse Mundo é Meu (1964)
 

Cena do filme 'Esse mundo é meu' (Foto: reprodução)

Duas histórias de amor na antiga Favela da Catacumba – que hoje virou parque, na zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se de estreia do cantor Sérgio Ricardo como diretor e, sem dúvida, uma das obras-primas mais obscuras do Cinema Novo. Uma ótima oportunidade para reconhecer o talento de Antonio Pitanga, impecável como Toninho, um homem que vê o seu namoro remoçar com a compra de uma bicicleta.

Felizes Juntos (1998)
 

Cena do filme Felizes Juntos (Foto: reprodução)

Quando falamos do chinês Wong Kar-Wai, um dos maiores diretores vivos, é natural que exaltemos a sua maior obra-prima, Amor À Flor da Pele. Obviamente, por se tratar de um filme de amor, tivemos vontade de incluí-lo na lista, mas achamos, no fim, que seria uma oportunidade para destacar outras obras do cineasta, como Amores Expressos, Anjos Caídos e, principalmente, Felizes Juntos, que influenciou diretamente Moonlight: Sob a Luz do Luar, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017 (aliás, outro título que poderia estar na lista). Na dúvida, veja todos os filmes de Kar-Wai.

Coração Selvagem (1990)
 

Cena do filme Coração Selvagem (Foto: reprodução)

Da sua maneira, David Lynch também trabalhou em uma história de amor. Com muito sangue, humor e violência, o clássico filmado no intervalo das filmagens das primeiras temporadas de Twin Peaks traz Laura Dern em toda a efervescência da juventude e Nicolas Cage particularmente desajeitado como galã. Praticamente um filme da Sessão da Tarde para maiores de idade.

Os Amantes de Pont-Neuf (1991)
 

Os Amantes de Pont-Neuf (Foto: reprodução)

Um dos pontos altos da carreira do diretor Leos Carax e, principalmente, da atriz Juliette Binoche, protagonista de tantas outros ótimos trabalhos no cinema. Interpretando uma pintora prestes a perder a visão, ela se apaixona por um alcoolatra do circo e vê a sua percepção sobre amor mudar. Uma grande reflexão sobre a “dependência” causada pelos relacionamentos.

El Mismo Amor, La Misma LLuvia (1999)
 

El Mismo Amor, La Misma LLuvia  (Foto: reprodução)

Ricardo Darín, Soledad Villamil e o diretor Juan José Campanella são conhecidos principalmente pelo magnífico O Segredo dos Seus Olhos. O que poucos sabem é que 11 anos antes o trio foi responsável por um dos mais bonitos romances já vistos no cinema sul-americano. E vamos mais longe: as melhores cenas de amor sob a chuva do cinema estão nele.

Wall-E (2008)
 

Cena do filme Wall-E (Foto: reprodução)

Neste Dia dos Namorados, reveja a animação da Pixar com a devida atenção que o casal Wall-E e Eve merecem. De todas as sagas de amores impossíveis do cinema, chega a ser irônico que a melhor delas tenha sido protagonizada por simpáticos robôs.

Tudo o que o Céu Permite (1955)

Tudo o que o céu permite (Foto: reprodução)

 

No clássico de Douglas Sirk, Jane Wyman mexe com um grande tabu na década de 50. A sua personagem, a inesquecível Cary Scott, não se intimida com a opinião alheia e se envolve com um jardineiro bonitão e bem mais jovem. Um grande estudo sobre bolhas familiares e como elas agem em relação aos relacionamentos dos inclusos.

Antoine e Colette (1962)

Antoine e Colette (Foto: reprodução)

 

 

O exemplar mais pueril e graciosa da saga (autobiográfica?) de Antoine Doinel. Sobre os romances adolescentes e outras relações de amor, como a nossa ligação com a música e o cinema. Um clássico capaz de aquecer qualquer coração – uma marca, aliás, de toda a carreira de François Truffaut.

 

Fonte oficial: GQ

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