13 filmes de terror para você assistir nesta Sexta 13 – GQ

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Antes que você se (ou me) questione, para simplificar vamos considerar terror e horror a mesma coisa quando o assunto é cinema, certo. De fato, não é, mas essa é outra discussão, mais profunda. Então vamos lá: é sexta 13 e, se você vai ficar em casa em frente à TV, que tal uma lista com 13 filmes assustadores, daqueles que fazem você engasgar com a pipoca? Vista seu mais confortável loungewear – sem nunca, jamais perder o estilo! –, abra uma garrafa de vinho tinto cor de sangue e aperte o play (que cosia mais antiga essa de apertar o play! “Clique em assistir”!). Na dúvida, veja nossa lista com os 31 melhores filmes de terror de todos os tempos. E não esqueça de se perguntar: mas GQ, por que 31? A numerologia explica.

1. O Babadook, também conhecido como The Babadook. Uma viúva, seu filho e uma presença sobrenatural numa casa enorme e meio que precisando de uma reforma. Não assusta, né? Não se engane: misturando terror psicológico, numa onda de crises familiares, e horror sobrenatural (pitadas muito bem colocadas, diga-se), o filme de 2014 é uma das grandes surpresas dos últimos anos. E o final é quase fofo.

2. A Bruxa, vulgo The Witch, não é para qualquer um. Não por cenas fortes, que acontecem mais nos momentos finais (não, isso não é spoiler), mas pelo ritmo do filme: lento e arrastado, ainda que cheio de acontecimentos sutis, pode decepcionar quem espera por sustos e satanismo hardcore. Longos planos que envolvem coelhos e o velho e bom Black Philips (o bode preto da família de peregrinos católicos que protagoniza o quase conto de fadas) dão o tom. É psicológico também e desagua num final sensacional.

3. Corrente do Mal, graças aos tradutores do cinema no Brasil (do original It Follows). Praticamente uma DST, uma entidade assombra a vida de jovens que são amaldiçoados quando transam com alguém “contaminado” pelo sobrenatural. Explico: um garoto seguido pelo que parece ser um espírito do mal se desvencilha dele ao transar com uma garota, que herda o encosto e assim por diante. Psicológico também. Com um roteiro afinado e momentos de tensão.

4. O Bebê de Rosemary completa 50 anos em 2018 e continua poderosamente envolvente. O filme, não o bebê – aleluia! No auge do cinema americano de temática satânica do final dos 60s é um clássico que se provou atemporal. Feliz de dar dó, um casal se muda para um apartamento em um prédio histórico de Nova York e faz vários novos – e muy estranhos – amigos. Todo mundo sabe, menos a mocinha que fica grávida (interpretada por Mia “Linda Demais Nesse Filme” Farrow): eles formam um culto do mal e acreditam que o tal bebê é o filho do capeta, também conhecido como Anticristo. Dados bizarros sobre o filme: uma das locações é o Dakota, o edifício aonde morava e em que foi assassinado John Lennon; Anton LaVey, fundador da Church of Satan na Califórnia, faz o papel do Cão, cujos olhos aparecem em uma única cena; o diretor do filme, Roman Polanski, teve sua mulher, a atriz Sharon Stone, cruelmente assassinada um ano depois em Los Angeles por integrantes da Família, o culto liderado pelo fanático Charles Manson, que morreu na cadeia ano passado.

5. O Exorcismo de Emily Rose. Antes de assistir esse filme de 2005, acesse no Youtube o que alegam ser fotos e gravações do real exorcismo de uma jovem, Annelise Michel, que seria o “baseado em fatos reais” do filme. Quer me deixar assustado? Venha com essa “mas, mano, o filme é baseado em fatos reais”. O fato é que houve realmente um exorcismo que resultou em morte (spoiler de um filme de 2005 não existe, ok) e levou o padre a um julgamento complicado: como culpar o Canhoto pela morte de uma jovem? Jennifer Carpenter, a irmã do psicopata Dexter da série, está impecável da jovem possuída. Filmaço.

6. O Iluminado. O que dizer de um dos melhores filmes de todos os tempos da história do cinema e não só do cinema de gênero? Aliás, com exceção de De Olhos Bem Fechados, qual filme do Kubrick não está em uma lista decente dos melhores? Enfim, filme absurdo em tudo: roteiro irretocável, Jack Nicholson e Shelley Duvall em atuações dignas de estatueta, locação assustadora, trilha poderosa… Detalhe que é mais que detalhe: baseado em livro do gênio do horror, Stephen King, que já publicou uma continuação ótima, mas um tanto aquém do original, intitulada Doctor Sleep, fortemente influenciado por outro mestre da literatura de horror, Peter Straub. Voltando ao Iluminado, se ainda não viu tá esperando o que?

7. Psicose. Abrindo nesta sexta 13 em São Paulo, aproveite a exposição sobre o mestre Hitchcock no MIS para rever (não me diga que nunca assistiu) esse clássico dos clássicos do cinema de horror, considerado o melhor filme do diretor. Tão tímido e recatado aquele Norman Bates, não é mesmo? Vai nessa… Além dos efeitos que mudaram o cinema para sempre, a temática cinematográfica “assassinos em série” ganhou força à partir daí (se liga, Jason Voorhees). E ainda tem essa: o roteiro é baseado em um livro que é livremente inspirado em fatos reais e nos atos do assassino serial e colecionador de partes da anatomia humana, Ed Gein, preso em 1957, e que também inspirou outros assassinos do cinema. Justiça seja feita, o remake colorido dirigido por Gus Van Sant e lançado em 1998, com Vince Vaughn no lugar de Anthony Perkins, o Norman original, é uma solene homenagem que merece ser assistida.

8. A Profecia. Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck… Piada boa, vai (da Rita Lee e do Roberto de Carvalho, não minha). Peck, monstro sagrado do cinema, junto à bela Lee Remick, dão o tom desse terror sobre a chegada do Anticristo ao mundo em uma família poderosa. Rolaram duas sequencias, a segunda bem boa, por sinal, mas o primeiro é a apresentação do pequeno Damien Thorne, o filho do diabo, nascido do ventre de um chacal. Tudo bem que é ótima a cena do segundo em que o então jovem encontra o sinal da besta em sua cabeça, entre outras. Mas aí o três zoa tudo: Sam Neil vira a Besta. O remake lançado no dia 6/6/2006 não é ruim, mas não se compara ao original.

9. A Hora do Pesadelo. Eram anos, aqueles distantes 1980 e poucos, em que tudo que era filme de terror era A Hora de… tinha A Hora do Lobisomen (um filme sobre… você sabe o que), A Hora do Espanto, um divertido filme que trouxe visão contemporânea sobre o vampirismo e foi o culpado. Pois bem, Freddy Kruger pode até parecer bobo hoje, mas era assustador em 1984: a ideia de um vilão assassino de crianças que usava uma luva com lâminas, uma malha do Fluminense e voltava para se vingar nos sonhos, com poder total nesse universo, era simplesmente genial. Ainda é se você assistir com o distanciamento necessário. Antes de ser um vampiro do Hollywood, Johnny Depp estava lá, lindo, jovem e talentoso. Marcou época esse filme.

10. Invocação do Mal é um filme assustador. Baseado na vida do casal de estudiosos do paranormal (autointitulados demonologistas) Ed e Lorraine Warren e nos casos por eles investigados. Uma família é atacada por uma entidade maléfica e os Warren são chamados para ajudar. O que se segue é realmente assustador, orquestrado por maestria pelo diretor James Wan. A sequência, que não é bem uma sequência, é boa também. Se você é desse que sabem de cor o Pai Nosso, vale aquela rezada concentrada antes e depois de assistir a estes filmes.

11. Suspiria. O italiano Dario Argento cometeu alguns dos melhores filmes italianos do gênero – e também é pai da Asia Argento – que namorava o chef Antony Bourdin – só pra constar. Cult, do roteiro à fotografia, passando pela trilha sonora executada pela banda de rock progressivo Goblin, o filme, que ganha remake nesse ano dirigido por Luca Guadagnino, de Call Me By Your Name, é uma obra prima, quase uma pintura em algumas das cenas. A história de bruxas que dominam uma escola de ballet é contada como uma viagem psicodélica leve por conta da fotografia apurada. Original de 1977, foi o auge criativo de Argento, que continua na ativa.

12. O Exorcista. A batalha do Padre Damien Karras contra o demônio supostamente africano Pazuzu (nota do editor: “Meu nome é Legião”) não pode jamais estar de fora de qualquer lista de filme de terror. Ainda prefiro O Iluminado (pelo roteiro, a direção, as atuações, a fotografia…), mas O Exorcista é tido como o melhor filme do todos os tempos do gênero. E eu não discordo porque é verdadeiramente assustador. Tudo no filme é. Até a tomografia à qual a jovem Regan é submetida dá medo. As duas sequências dessa obra prima não fazem sombra ao original, mas trazem boas surpresas como Richard Burton e George C. Sott em intepretações e papéis soberbos. O que pode ser chamado de quarto filme da série, O Exorcista – O Início, vale a pena também por contar a história do Padre Merrin (Max Von Sydow) nos primeiros filmes e a suposta origem do mal na Terra.

13. Halloween. Jason, o criativo assassino do Crystal Lake que não me ouça, mas Michael Myers é o psicopata mascarado mais cabuloso do cinema dos anos 1970. Com várias sequência e remakes (incluindo um muito bom do Rob Zombie e uma sequência a ser lançada nesse ano), marcou o início de uma “era de sangue” (era de ouro não combina) do cinema e trouxe ao mundo de uma vez por todos o talento do diretor John Carpenter. A história? O cara mata e mata real. E está atrás da irmã, interpretada por Jamie Lee Curtis, jovem e maravilhosa. Facada, porrada e mais facada. Amigo, Michael, amigo.

Fonte oficial: GQ

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