Você ainda vai tomar muito gim tônica – GQ

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Dos balcões mais disputados às mesinhas de canto acomodadas ao redor das pistas de dança, um drink parece ter tomado conta dos pedidos dos bebedores mais e menos experientes no último ano. Gim, pepino (ou limão), gelo e tônica.

Não nos leve a mal, adoramos um bom gim tônica em quase todas as ocasiões da vida, mas queremos saber o que vem depois. Qual o próximo drink a se tornar o favoritinho entre os amantes (ou pretendentes) de coquetéis? Ouvimos alguns dos barmen mais atarefados de São Paulo para descobrir que a resposta é: nenhum.

O gim tônica veio para ficar e nos próximos tempos dificilmente outro coquetel com destilado tomará seu lugar. O que descobrimos, contudo, é que novidades se avizinham, ainda que vagarosamente. Confira abaixo quais são as apostas para o novo gim tônica – e curta o seu enquanto ele estiver por aí.

Fabio la Pietra – SubAstor

“Uma das ideias que mais estão aí é a do low alcohol, de drinks com menos teor alcoólico e que permitem que você beba mais copos ou taças. Aí você tem um vermute tônica, um vermute soda, mas sempre com a tônica por enquanto. Eles têm complexidade, refrescância e aroma de uma maneira mais suave, além de serem versáteis. Em um vermute com tônica você consegue acrescentar um whisky, um rum.”

Michelly Rossi – Fel

“Acho que, pensando em destilados, o rum pode pintar depois do gim. Talvez alguma coisa mais suave, como um planters punch. Quando você sugere rum, a maior parte das pessoas falam que já conhecem e já bebem, o que facilita. Além disso, é bem mais fácil de beber do que um bourbon. Eu pessoalmente gosto de trabahar com coquetéis com vinho, que te deixam ficar mais tempo no lugar e consumir mais.”

Márcio Silva – Guilhotina

“O proximo gim tônica é o daiquiri, que é feito com rum e é o queridinho dos bartenders do mundo todo. Como a gente já estava acostumado a beber vodka, com o moscow mule, e já bebemos gim tônica, que é mais aromatizado, nosso paladar está evoluindo. O brasileiro vai comprar a ideia dos coquetéis com rum em breve. Existem opções mais leves e mais encorpadas, que podem abranger todas as nossas preferências.”

Alê D’Agostino – Apothek

“O gim tônica continua, mas a tônica por si só já está crescendo muito, com outras possibilidades. Com vermute, por exemplo. Eu ando vendo um movimento muito direcionado a isso, o pessoal tem importado muito vermute. Acho que vai surgir algo daí.”

Diogo Sevilio – The Juniper 44°

“Existe uma tendencia forte para as bebidas marginalizadas. Junto da onda do gim tônica vieram os vermutes, amaros, o Cynar – bebidas mais esquecidas pela galera. A tônica mantem esse caráter mais versátil, se aplica em diversos tipos de bebida, confere frescor. Por isso ainda domina, ainda mais com o mercado em expansão de gim nacional. A tendência é esse gim tônica ficar mais maduro, sair daquela linha de copos gordos cheios de frutas e tender para uma coisa mais clássica, mais seca, ainda que dentro do twist. Outra tendência entre os bartenders, porém, é a utilização do vinho nas bebidas, principalmente branco e rosé.”

Fonte Oficial: GQ.

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