Endometriose: como evitar que a doença detone com a vida sexual do casal – GQ

13

Sabe o que é endometriose? Se sua rotina sexual anda bem ativa, este é um termo que é bom se familiarizar. A endometriose é uma doença que afeta 10 milhões de brasileiras e 180 mulheres no mundo. Ela ocorre quando parte do tecido que reveste o útero avança para outros órgãos. Resultado: inflamações. E inflamações são o pior inimigo de uma boa transa. Dor, em especial nesses casos, não é frescura, e vale se informar sobre o assunto – pelo bem de sua parceira e de sua vida sexual.

Sintomas da endometriose não começam e terminam na cama: coisas como fluxo menstrual intenso, fortes cólicas e dificuldade de urinar podem sugerir a presença da doença. Inclusive, nunca é tarde para lembrar que desconfortos durante o sexo, mesmo não relacionados à endometriose, merecem atenção: eles podem ser sinais de uma doença crônica ou uma disfunção.

A endometria não tem cura, mas pode ser tratada e controlada. O apoio do homem na compreensão, apoio e conversa a respeito da doença é essencial para esse processo. Caso seu crush apresente este quadro, sexo não está fora de questão – ainda mais se você tiver uma ajuda. O ginecologista e integrante da Associação Brasileira de Endometriose, João Paulo Epprecht, sugere algumas dicas simples para fazer da hora do sexo uma experiência prazerosa:

– Deixar claro que a parceira pode reclamar de dor e permitir que ela fale;
– Sugerir que ela destaque o que gosta muito no sexo e se quer que seja mais devagar em algum momento;
– Indicar que ela enumere os tipos de estimulação física ou fantasias preferidos, que posições prefere e quais ela gostaria de evitar;
– Fazer longas preliminares e nada de apressar a penetração. É indicado deixar que a vagina fique naturalmente bem lubrificada antes de penetrá-la;
– Tentar diferentes posições, como deixar a mulher por cima para que ela regule a penetração;
– Considerar outras maneiras de ter intimidade, como massagem sensual, beijo, masturbação mútua e uso de vibrador;
– Considerar, se for o caso, a consulta a um terapeuta sexual ou um ginecologista.

Fonte Oficial: GQ.

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários