FIA confirma volta das 6 horas de São Paulo em 2019 – GQ

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O interesse crescente de pilotos e fãs brasileiros por provas de endurance, ou corridas de longa duração, ganhou um alento nesta quinta-feira. A Federação Internacional de Automobilismo confirmou o retorno da corrida de 6 horas de São Paulo, em Interlagos, ao calendário do mundial de endurance (WEC, na sigla em inglês). Para quem não conhece bem a competição, as 24 horas de Le Mans, uma das mais tradicionais do automobilismo mundial, faz parte do circuito.

O retorno das 6 horas de São Paulo acontece pelas mãos do empresário Nicholas Duduch, dono de uma empresa do ramo de tecnologia, a FDD, e outra na área de eventos, a N Duduch Comunicação e Eventos, e dos sócios Gustavo Alberti, Moyses Parizzato e Patricia Negrini. “Pensamos em um evento que não é só uma corrida. Você cria toda uma ação de entretenimento e serviços, criando um grande parque de ações dentro de Interlagos”, diz o empresário.

A previsão é de que a prova seja realizada entre dezembro de 2019 e março de 2020, dependendo do calendário estipulado pela FIA. “A nossa esperança é que seja em dezembro, pois a grande vantagem desse período é que o calendário da Fórmula 1 já vai estar acabando”, afirma Duduch.

O embaixador da etapa paulistana do circuito mundial de endurance (WEC) será o piloto Bruno Senna, atual campeão da categoria de endurance LMP2, uma abaixo da principal, que será disputada em São Paulo. Além das 6 horas de São Paulo, fazem parte do circuito as 24 horas de Le Mans, que, em 2017, teve um número recorde de pilotos brasileiros, oito no total. Participaram da prova: André Negrão, Bruno Senna, Nelsinho Piquet, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Daniel Serra, Pipo Derani e Fernando Rees. Daniel Serra, filho do tricampeão da Stock Car, Chico Serra, venceu a corrida na categoria GTE Pro pela equipe Aston Martin Racing.

Apesar de ser a primeira ofensiva de Duduch no setor automobilístico, o empresário se mostra confiante. “O momento é favorável. Sabemos que esse ano ainda é decisivo de um modo geral, mas, a partir do fim do ano, deveremos entrar numa fase de maior crescimento e estabilidade.”

Na área de eventos, entre os grandes clientes atendidos por Duduch está o Grupo Lide, do prefeito João Doria. A ideia de realizar a prova, no entanto, segundo ele, ocorreu em 2014, quando a empresa realizou uma festa do WEC em São Paulo. “Ali foi de fato o nosso primeiro contato com os dirigentes”, diz. Na época, o responsável pela prova no Brasil era o bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, que não realizou mais a competição desde então. Foi quando Duduch passou a ter contato mais próximo com a FIA.

A estimativa do empresário é de que a realização da prova em São Paulo movimente R$ 50 milhões em investimentos. “Mas o valor que será gerado é muito maior, com certeza.”

Fonte Oficial: GQ.

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