Mauricio Shogun e Demian Maia refletem sobre o preconceito – GQ

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Mauricio Shogun e Demian Maia são dois ícones das lutas marciais no Brasil. Quem vê os astros do MMA no octógono, fortes, imponentes, no entanto, pode imaginar que eles, além de fortes, são imunes a problemas que assolam toda a sociedade. Eles não estão livres de nada pelo status – pelo contrário: o preconceito contra lutadores é muito grande.

“Tanto eu como qualquer lutador de MMA já sofreu preconceito. Infelizmente a ignorância existe com força na nossa sociedade, e quando comecei a carreira de lutador muita gente torcia a cara quando sabia da minha profissão e já te rotulava como alguém inferior”, afirma Shogun.

“Felizmente isso já melhorou muito, mas o o preconceito ainda existe forte no nosso país em muitas áreas da sociedade”, complementa o lutador. Quantas vezes você imaginou que um lutador não teria capacidade para formular uma reflexão como essa? É o preconceito enraizado em nós, refletido em pequenos pensamentos e atos cotidianos.

Maurício Shogun  (Foto: reprodução)

A discriminação acaba refletindo na própria categoria. Segundo Maia, o espírito da arte marcial de respeito ao adversário está se perdendo em meio ao clima de animosidade que mexe com as relações humanas em todo o mundo. No ringue, na posição de adversários, o clima pode ficar ainda pior, de acordo com ele.

“A cultura do ódio é uma coisa que infelizmente vem crescendo na minha profissão. E talvez, mais amplamente, na humanidade em geral. Cresci respeitando mesmo aquele que quer te vencer numa luta.  É isso que acredito e me deixa muito triste ver que vem crescendo a cultura do ódio, a dificuldade de entender e ter empatia por quem é diferente de nós”, reflete Maia.

Fonte Oficial: GQ.

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