Japan House recebe robôs e instalação feita de canetinhas – Web Luxo

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Duas novas exposições apresentam ao público o trabalho do artista plástico Oscar Oiwa e do engenheiro e designer Shunji Yamanaka. 

Disciplia, engenhosidade e reverência à natureza. Três das características mais admiráveis da cultura japonesa ganham surpreendentes facetas nas duas exposições aparentemente opostas que tomam conta da Japan House, em São Paulo.

Valorizando o encontro da arte com a ciência, a galeria expõe, a partir do dia 27 de março, o trabalho do designer e engenheiro Shunji Yamanaka, criador de protótipos para lá de futuristas. Já para enaltecer a sensibilidade, o primeiro andar recebe, a partir do dia 3 de abril, três painéis e uma bela instalação de Oscar Oiwa, criações com grandes proporções que buscam refletir e externalizar aquilo que um dia incomodou o artista (e muitos de nós).

Na “Prototyping in Tokyo – Shunji Yamanaka”, primeira mostra a ser inaugurada, mesas ondualdas dispõem modelos impressionantemente tecnológicos – e esteticamente muito bonitos – usados para estudar os movimentos da natureza e desenvolver os mais diversos produtos. Entre eles, as próteses de perna usadas pela atleta paralímpica Takakuwa Saki, durante os jogos de Londres 2012 e Brasil 2016.

Já no andar inferior, em “Oscar Oiwa no Paraíso – Desenhando o efêmero”, a proposta é desconectar – da tecnologia e de tudo mais que está ao nosso redor. O artista brasileiro, que é filho de japoneses, convida os visitantes a tirar os sapatos e entrar em um universo paralelo – muito mais próximo de uma floresta asiática do que de uma cidade grande.

Foram 120 canetinhas e 14 dias de trabalho só para desenhar a instalação que, segundo Oscar, é a sua versão particular de paraíso. O sonho que cobre toda a sala é simples, em preto e branco, mas nem por isso menos rico ou impactante.

A ideia, como explica o artista, é que ao entrar o visitante passe a fazer parte do desenho. “Quando a gente anda pela rua é muita informação, é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Aqui você apaga tudo e vê só o desenho”, explica Oiwa, que compara a simplicidade da sua obra com a tradição japonesa de escrever com carvão e também com um show de bossa nova, destes feitos apenas com um banquinho e um violão.

Via | Japan House

Fonte Oficial: Web Luxo.

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