5 comidas típicas (de todo o mundo) que você precisa experimentar – se tiver estômago – GQ

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Quer aproveitar ao máximo as suas merecidas férias? Então dê uma chance aos menus locais e não seja aquele ou aquela que acaba no McDonald’s, no Pizza Hut ou em qualquer rede de fast food que existe aos montes no país onde você mora. O que pode parecer bizarro para você, pode muito bem ser uma iguaria local.

Suécia – Surströmming
Surströmming significa “arenque azedo”. Esse peixinho gorduroso que vem do vizinho Mar Báltico é fermentado durante meses em sua própria bactéria, processo que cria ácidos e gases bastante fedorentos. Calma, seja forte e não desista ainda. Mas, esteja avisado: o cheiro é inesquecível. Os suecos usam apenas uma quantidade suficiente de sal para evitar que o peixe apodreça, técnica de conservação de alimentos que existe há milhares de anos. E aí que está a parte mais divertida no preparo desse prato: abrir a lata de Surströmming você mesmo – recomenda-se estar ao ar livre. Não se preocupe se a lata estiver estufada, o processo de fermentação continua mesmo depois que o arenque é enlatado.

Como consumir: esse peixe é servido com um pão chamado tunnbröd, fino, suave e de leve crocância. Acrescente cebola roxa cortada bem fininha, batata cozida e maionese. Delícia!

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Fugu é o nome culinário dado ao baiacu (Foto: divulgação)

Japão – Fugu
Fugu é o nome culinário dado ao baiacu, que tem muita tetrodotoxina, um veneno dez vezes mais forte que o cianeto. Mas não deixe que isso te intimide, os japoneses devoram 10 mil toneladas desse peixe venenoso a cada ano. Para que a iguaria não mate ninguém, o chef retira uma bolsa perto das brânquias com o veneno. Depois, ele fura a bolsa e espalha sobre a carne do peixe uma pequena dose da toxina, para provocar um certo “efeito alucinógeno” em quem come.

Como consumir: O Fugu é servido em fatias finas e para ser comido com segurança deve ser preparado por um chef experiente. Há toxina suficiente em um peixe para matar 30 pessoas. Em Tóquio há um restaurante especializado na iguaria, o Tora-fugu. www.torafugu.co.jp

Haggis é o prato nacional da Escócia (Foto: divulgação)

Escócia – Haggis
Haggis é o prato nacional da Escócia. É uma espécie de linguiça estufada, feita de estômago, fígado, coração e pulmão de carneiro, banha, caldo de carne, cebola e especiarias. O estômago pode ser usado como base para o enchimento em alguns casos. Em outros, quando o Haggis é maior, é usado o intestino. Os ingredientes são picados e misturados com sebo de carne de carneiro e aveia e condimentados com especiarias. Pode não parecer atraente, mas é um prato barato e saudável que você tem que experimentar com “neeps and tatties” (nabos e purê de batatas).

Como consumir: Atualmente, o Haggis possui diversas variações e diferentes acompanhamentos. Os mais tradicionais são purê de batata e purê de nabo. A iguaria não é servida na pele usada no seu processo de cozimento.

O Kimchi faz parte de todas as refeições, diariamente (Foto: divulgação)

Coréia do Sul – Kimchi
É o prato mais tradicional da Coréia do Sul e do Norte também. Faz parte de todas as refeições, diariamente. É um acompanhamento feito com vegetais fermentados e uma variedade de condimentos, incluindo pimenta em pó, cebolinha, alho, gengibre e frutos do mar salgados. Existem mais de cem tipos diferentes de Kimchi, mas um dos mais populares é o de acelga. Antes da geladeira, o kimchi era armazenado em potes de barro que ficavam no subsolo das casas. Os coreanos comem tanto esse prato que na hora de uma foto eles dizem “kimchi” em vez de “cheese”. Este prato é também um dos mais antigos alimentos saudáveis e faz parte de uma dieta rica em fibras e de baixo teor de gordura.

Como consumir: prefira o fresco, quando é suculento ou mais maturado, e ganha notas mais acéticas e azedas.

Kitfo é como um hambúrguer, só que cru (Foto: divulgação)

Etiópia – Kitfo
Kitfo é como um hambúrguer, só que cru – mas não é um tartare –, e cheio de especiarias, e comido com injera (parecido com um crepe) em vez de com um pão. É um dos alimentos mais consumidos na Etiópia, e é impressionante nas papilas gustativas. Este prato altamente apreciado pode ser preparado de várias maneiras, mas geralmente é marinado em especiarias ou enrolado em pó de pimenta e manteiga. A tradição diz que os guerreiros matavam e comiam o animal cru para economizar tempo. Também reduzia a chance de a fogueira ser avistada por inimigos.

Como consumir: Procure os restaurantes especializados no prato. O Yohannes Kitfo, em Adis Abeba, é um dos melhores e só serve o prato.

Fonte oficial: GQ

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