7 livros para repensar a sociedade contemporânea – GQ

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Está difícil entender as mudanças políticas, econômicas e sociais no Brasil e no mundo? Para todos nós. Então aqui vai uma relação de livros lançados recentemente que podem te ajudar a decifrar o momento atual

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Utopia para Realistas, Rutger Bregman (Sextante)

O historiador holandês, um dos jovens pensadores mais aclamados da Europa, ressalta a necessidade de se resgatar ideias utópicas como forma de evoluir. Renda básica incondicional, livre circulação de pessoas entre fronteiras e redução drástica da carga de trabalho são algumas das ideias que podem revolucionar as sociedades atuais. Tudo comprovado por meio de estudos e resultados concretos de experiências presentes e passadas do mundo todo.

Como as Democracias Morrem, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt (Zahar)

Ao contrário do que se imagina, as democracias não são destruídas por uma ruptura violenta, causada por um golpe ou uma revolução. O que leva à ditadura é o enfraquecimento lento e constante de instituições como judiciário e imprensa, além da erosão de normas políticas de longa data. Quem faz essa afirmação são dois conceituados professores de Harvard, que partem da eleição de Donald Trump para sua análise histórica e global, e propõe saídas para a manutenção e recuperação da democracia.

Valsa Brasileira, Laura Carvalho (Todavia)

O livro da economista e professora da USP analisa o “milagrinho brasileiro”, do boom da economia dos primeiros anos do governo Lula até a crise atual. A autora considera desastrosa a “política de transferência de renda para os mais ricos” do governo Dilma, e critica a estratégia escolhida pelo governo Michel Temer (MDB) para equilibrar as contas do governo e recuperar a economia, impondo teto aos gastos públicos. Para ela, um “projeto de longo prazo de desmonte do Estado de bem-estar social brasileiro”. E garante que o aprofundamento da democracia – e, por conseguinte, do bem-estar social – cabe, sim, no orçamento.

Desobedecer, Frédéric Gros (Ubu)

O sociólogo francês, doutor em filosofia e professor de teoria política do Instituto de Estudos Políticos de Paris, investiga os motivos elos quais temos tanta dificuldade em resistir a figuras de autoridade, sejam professores, policiais, chefes ou leis injustas. Para ele, a desobediência é fundamental para fortalecer a ética e a democracia.

A Classe Média no Espelho, Jessé Souza (Sextante)

Em sua primeira obra depois do sucesso de A Elite do Atraso, o autor tenta compreender a classe média brasileira através de uma reconstrução histórica e social. O patrimonialismo é colocado como origem de nossas mazelas, e a escravidão – nunca devidamente expurgada – seria a geradora de uma sociedade “sem culpa e remorso, que humilha e mata os pobres”. E vai além: “A classe média é feita de imbecil pela elite”.

Quem Tem Medo do Feminismo Negro?, Djamila Ribeiro (Cia. Das Letras)

Impossível tentar entender o Brasil contemporâneo sem investigar nosso racismo estrutural. Poucos autores têm tanta propriedade para deliberar sobre o assunto quanto a filósofa e ativista feminista Djamila Ribeiro. Depois do sucesso de seu primeiro livro, O que É Lugar de Fala, Djamila foca sua segunda obra em conceitos como empoderamento feminino e interseccionalidade. Neste ensaio autobiográfico, aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil.

A Vítima Tem Sempre Razão? (Todavia)

Em uma obra polêmica, o autor alerta para o aprofundamento dos radicalismos numa realidade em que as redes sociais proporcionam um novo espaço público – de discussão e democratização dos discursos, mas também de linchamentos virtuais e destruição de reputações. Ele analisa detalhadamente sete casos em que pessoas foram repudiadas por ofender minorias – injustamente, segundo o autor, daí a polêmica.

Fonte oficial: GQ

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