A cor do ano em 2020 é tema de disputa entre empresas – GQ

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O Chinese Porcelain, cor de 2020 segundo o PPG (Foto: Divulgação)

A cor do ano é tradicionalmente cravada pelo instituto Pantone entre novembro e dezembro, mas no meio tempo, grandes empresas do setor de tintas não ficam assistindo passivamente, esperando que o próximo rosa millennial ou living coral suba ao pódio. Behr, PPG, Benjamin Moore e Sherwin Williams todas têm apostas neste páreo.

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Se depender delas, o azul vem forte na corrida. Considere a PPG, que, em junho, definiu o azulado ‘Chinese Porcelain’ como sua cor de 2020. É um exemplo de como algumas destas decisões são um espelho do zeitgeist ao seu redor. “Em um mundo no qual o sono é visto como um luxo e a ansiedade de uma rotina acelerada é muito real, faz todo sentido que as tendências de cores para este ano ofereça uma fuga da nossa sociedade dirigida pela tecnologia”, diz o comunicado oficial.

A cor, uma combinação entre cobalto e morro azul, é também informada por dados: a marca aprendeu através da plataforma Paintzen que azuis geram 34% mais engajamento de usuários que os tons neutros, segundo lugar em popularidade em decoração interna. Em 2019, em outras palavras, azuis tem feito cabeça e coração de internautas.


Naval (Foto: Divulgação)

Quem também pula no barco do azul é a Sherwin Williams, que apostou em fevereiro em um tom escuro chamado ‘Naval’. Trata-se da décima vez que a marca decide definir ela mesma a tonalidade do momento, e desta vez o motor por trás da decisão tem relação com wellness: a cor, vista como calmante e atemporal, deve definir espaços tranquilos – além de dialogar com a onda monocromática, que a empresa encara como fundamental para 2019.


Back to Nature (Foto: Divulgação)

A americana Behr anunciou em agosto que sua cor do ano, decidida em parceria com a varejista The Home Depot: a ‘Back to Nature’ uma tonalidade verde amarelada suave. Segundo Erika Woelfel, VP de cor e criatividade da empresa, disse na ocasião do anúncio, a cor inspirada nas campinas “significa um sentimento de despertar, que esperamos que se estenda em um sentido de paz dentro de nossas casas”. A cor complementa as tonalidades da paleta de 2020 anunciada pela marca em junho e acompanha tendências em particular na decoração de interiores, em que plantas vêm ganhando lugar renovado. 


First Light (Foto: Divulgação)

Não que o rosa tenha saído de voga. A Benjamin Moore acha que 2020 é a hora e a vez do ‘First Light’, um tom róseo leve que, segundo apuração do Fast Company, apareceu com frequência nas viagens da equipe. “Há uma sofisticação, não era exageradamente adocicado mas o tom suave e vivo esteve por aí por uns bons anos e estivemos prestando atenção”, diz Andrea Magno, diretora de marketing e desenvolvimento de cores da Benjamin Moore, ao site.

E por que tudo isso é importante? Primeiro, porque a cor do ano é um problema cuja solução é variada: cada cor e cada empresa sugere uma maneira de se pensar o dilema – apostando ora em tendências, ora em pesquisas e dados e, aqui e ali, em um olhar de mundo particular – a projeção do que vai acontecer culturalmente, mas também politicamente, no próximo ano. São pesquisas que geralmente começam anos antes, e envolvem viagens a feiras e conferências e o acompanhamento de influenciadores e discussões online. 

Segundo, e no sentido mais prático da coisa, cor é fundamental para o lado mais visual da economia – o marketing, o design, a manufatura – e o tom do ano ajuda a comunicar os esforços da indústria de pigmentos, que hoje movimenta US$ 24 bilhões anualmente

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Fonte oficial: GQ

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