A Deck, gravadora que aposta na volta das fitas K7, ganha documentário – GQ

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A gravadora Deck comemora 20 anos de estrada. Com um catálogo de artistas como Pitty, Falamansa, Grupo Revelação, Matanza, Fernanda Takai, Alceu Valença, Elza Soares e Sorriso Maroto, entre seus feitos musicais, foi responsável pela reativação da fábrica de vinil Polysom e agora aposta na volta das fitas K7.

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A gravadora ganhou um filme, Tudo pela Música, em que documenta sua história. João Augusto, presidente e fundador da Deck, falou com a GQ Brasil:

GQ Brasil: Com as mudanças no mercado fonográfico, como pensa os próximos 20 anos da Deck?
João Augusto
: A Deck é uma sobrevivente, entre tantas gravadoras independentes bacanas que não resistiram às seguidas crises por que passamos. Então, o primeiro objetivo é continuar assim por muitos anos. Mas, o mais importante, é seguir como fazemos hoje, com muita dedicação e ética, mantendo o posto de melhor alternativa para artistas novos e para os que não desejam ir para gravadoras grandes. E, claro, obtendo lucros e valores suficientes para reinvestir sempre em qualidade e novos projetos.

Assista ao teaser do filme Tudo pela Música, filme dirigido por Daniel Ferro:

GQ Brasil: A volta do vinil e a renovação das fitas K7 foram uma estratégia para transformar os produtos ligados a música em objetos de desejo?
João Augusto: A característica maior de nossa atividade é a imponderabilidade. Você não tem como garantir que este ou aquele projeto será bem-sucedido. Pelo menos era assim no passado, já que hoje o marketing voltou a dominar e determinar quem fará sucesso. Então, quando assumimos a reativação da Polysom, há 9 anos, não tínhamos a menor ideia de que causaríamos todo este frissom e tanta repercussão com a volta do vinil no Brasil – assim como ocorreu simultaneamente no exterior. A necessidade é a mãe de nossos projetos. Nós queríamos fazer os discos de vinil dos nossos artistas, a fábrica faliu e ficamos órfãos – tanto a Deck como todos os independentes. Então, fomos lá e metemos a cara, até conseguirmos os discos de qualidade que são testados em todo o mundo. Hoje, a Polysom é autossustentável e ainda tira essa onda de reativar o cassete com uma qualidade inimaginável no passado.

Fonte oficial: GQ

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