‘A gente só não transa’, diz Mônica Martelli sobre relação com Paulo Gustavo – GQ

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Paulo Gustavo e Mônica Martelli, vencedores na categoria Entretenimento do Prêmio GQ Men Of The Year 2018, se cruzaram pela primeira vez em 2005, ano em que ela estreava no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, no Rio de Janeiro, a peça Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou.  Mas as “trombadas” casuais nos eventos cults na capital carioca só ganhariam força mesmo no ano seguinte, quando foi a vez do ator estrear Minha mãe é uma peça no mesmo espaço.

“Encontrei com a Mônica num bar, abaixei ao lado dela e disse que estrearia no mesmo lugar que ela havia começado. E chegamos à conclusão que esse teatro é pé quente”, diverte-se o ator. Mal sabiam o quanto. Cócegas, de Heloísa Périssé e Ingrid Guimarães, estreou ali em 2001 e A Partilha, de Miguel Falabella, em 1990 – ambos sucesso de público e crítica.

Inseparáveis, os dois começaram a trocar figurinhas e descobriram afinidades de outras vidas, que somadas ao talento de cada um os tornariam potências do que pode ser considerado o novo humor brasileiro. Como que numa dança sem ensaio, Paulo e Mônica se estreitam e seguem num ritmo próprio quase hipnotizante de sinergia. “Eu amo tudo com Paulo Gustavo, a gente só não transa”, solta Mônica ao lembrar do amigo e de tudo que fazem juntos – de trabalhos a viagens pessoais mundo afora.

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O tête-à-tête alçou voo profissional em 2014 quando Os homens são de marte… virou filme. Mônica, que interpreta Fernanda – uma empresária do ramo de produção de eventos – convidou Paulo para ser Anibal, uma espécie de sócio e amigo gay. Resultado? O filme foi visto por mais de um milhão e setecentos mil expectadores. “A Mônica tem características parecidas comigo. Trazemos muita coisa de nossas vidas para nossos projetos e isso deixa tudo mais fácil”, explica Paulo, que credita essa sinergia ao fato dos dois terem inventado a própria carreira.

“Esse é o nosso grande diferencial. Saímos de um caminho padrão, que muitas pessoas seguem, e que eu segui também para poder ser aceita. As pessoas não tiveram olhos para nós, não nos encaixávamos num padrão. Foi um tempo tentando me encaixar, me enquadrar num lugar que não era meu”, reflete Mônica, que conseguiu transportar a peça que deu origem a essa amizade para a TV – e que hoje está em sua 4ª temporada no canal GNT, onde também é uma das apresentadoras do programa Saia Justa.

Na continuação do longa, batizado Minha Vida em Marte, o filme, que estreia em dezembro, pula oito anos e coloca uma lupa no desgaste de um casamento e nos conflitos diários de um casal. Desta vez, Martelli e Paulo são os protagonistas, autores e produtores da sequência, que exigiu que eles se reunissem três vezes por semana durante três meses.

Moty (Foto: Divulgação)

Mas, afinal, qual é o segredo para alcançar o equilíbrio num relacionamento? “Estou até hoje querendo saber também”, diverte-se Mônica. Mãe de Julia, de oito anos, fruto da união de dez anos com o produtor musical Jerry Marques, a atriz anunciou sua separação em 2012. “Relação amorosa é mais habilidade do que entusiasmo” decreta. “Todos esses desencontros e intolerâncias diárias são difíceis. A rotina, as contas, os horários… E onde fica o amor?”, conta.

Paulo, casado há cinco anos com o dermatologista Thales Bretas, acha que o segredo é a parceria. “Dificilmente brigamos. É saber lidar com as diferenças e respeitar espaços, opiniões. Somos amigos e queremos dar passos maiores, como ter filhos e morar fora do país”, conta ele, que está de olho em uma temporada no exterior para estudar inglês e tentar transformar o programa Hiperativo, sucesso no canal Multishow, em algo internacional.

Fervilhantes e non stop, os dois são tão grudados que parecem viver uma vida só – até o pensamento do caminhar com as próprias pernas na profissão que escolheram exercer é dividido por eles. “Eu tenho uma carreira, meus projetos são minhas prioridades”, diz Mônica, discurso endossado por Paulo. “Sou um homem do teatro, isso é o que mais amo fazer e não largo de jeito nenhum”, diz ao lembrar os múltiplos convites feitos pela Rede Globo para que ele integrasse o elenco da emissora. Recentemente, declinou mais um: contracenar em O Sétimo Guardião, trama do horário nobre. “O teatro me deu independência, devo tudo a ele. Faço TV e cinema quando posso”, finaliza.

Sem tempo a perder, os dois se preparam para colocar de pé a série Anibal e Fernanda na TV e, talvez, no teatro, ainda sem estreia marcada. Paulo vai lançar em julho a série Comprimido, com Tatá Werneck, em que irão misturar personagens criados por eles, além de começar a gravar Minha mãe é uma peça 3 em maio, com previsão de lançamento no fim de 2019. “E por enquanto é só – e uma pausa no CTI”, brinca ele às gargalhadas, ao concordar que estão sempre prontos para algo a mais. Ainda bem.

Styling: Marcio e Flamino Vicentini
Grooming: Daniel Hernandez
Assistentes de fotografia: Bia Garbieri e Fernando Bentes
Produção executiva: Enzo Amendola
Assistente de beleza: Felipe Cavalcante
Agradecimento: 3t locadora

Fonte oficial: GQ

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