A guerra tarifária entre China e EUA já impacta o mercado de luxo – GQ

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Problemas entre duas das principáis economias do mundo já estão fazendo efeito também na indústria do luxo. No fim de novembro, as ações da Tiffany & Co. chegaram a cair 18% devido ao desempenho aquém do esperado de suas lojas nos Estados Unidos e Hong Kong às vésperas de fim de ano. Muito desse esfriamento se deve ao fato de que turistas chineses gastaram menos do que se imaginaria. Enquanto analistas projetavam um crescimento de 5,3% nas vendas em loja no último trimestre, a realidade foi um ganho na casa de 3%.

A Richemont passou por aperto similar em setembro, pressionada pelo fato que a economia chinesa está atualmente desencorajando o gasto em importados. É um resultado de recentes desvalorizações do yuan e da guerra tarifária, que recentemente jogou para baixo o avanço da importação na China –  o setor veio de um crescimento de 20,3% em outubro para apenas 3% em novembro.

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Por ora, o mercado da moda ainda encontra certa tranquilidade na região da China continental, onde empresas estão encontrando um público jovem avido por itens de luxo. Mas, seja como for, a relação tensa entre os dois países se encontra em um momento delicado, e o impacto disso em uma das maiores economias do mundo foi um dos fatores a jogar para baixo o índice Savigny Luxury Index (SLI), um dos principais termômetros do mercado do luxo. O SLI caiu 11,3%, alcançando nível inferior ao do começo de 2018. É a pior queda dos últimos três anos. Já o MSCI desceu 5,6%.

Além da incerteza a respeito das tarifas, a indústria do luxo também encontra dificuldades com a crise da dívida pública na Itália. Não está mesmo fácil para ninguém.

Fonte oficial: GQ

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