A mistura ‘extravagante e confortável’ da música de André Prando – GQ

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O primeiro voo musical de André Prando aconteceu em 2014, com o enigmático EP Vão. Um ano depois, abriu ainda mais suas asas com Estranho Sutil, primeiro disco cheio. Natural de Vitória, o artista acabou de lançar seu novo trabalho, Voador – vale ouvir Ode à Nudez e Eu Vi Num Transe.

Artista que se fez nas redes, André faz parte da geração que tentamos contemplar neste mês. Não deixe de ouvi-lo – e também nossa playlist do GQ Vozes.

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GQ Brasil – Disco, digital, YouTube ou show?

André – Aprecio todas de formas diferentes e sem comparação, mas tenho mais histórias emocionantes com shows! Muito mais.

GQ Brasil – Música que você está ouvindo agora?

André – Nesse exato momento tô ouvindo Bailarina, da banda Ventre.

GQ Brasil – O featuring perfeito com você seria com quem?

André – 1. Alceu Valença, me liga, homi? 2. John Frusciante, vamos sonhar.

GQ Brasil – Um look ideal pra show seria?

André – Confortável o suficiente pra ser extravagante e extravagante o suficiente para ser confortável.

GQ Brasil – Sua vida é um Instagram aberto? Comente?

André – Eu mesmo monitoro todas as minhas redes e gosto de ser transparente e espontâneo. É como sou na vida, nas redes eu fico antenado em alguns limites, mas se tiver perto de mim, fica esperto! Você pode estar nos meus stories.

GQ Brasil – Pagaria para tocar nas rádios ou pagaria para ter mais seguidores?

André – Quem me conhece sabe que minha resposta imediata seria: não. Mas vou contar uma breve história que eu acho engraçada: quando eu tava pra lançar o Estranho Sutil em LP, tava mó febre a ferramenta de arrastar o dedinho no Instagram. Eu precisava muito desse lance pra divulgar o lançamento e só quem tem 10k de seguidores ganha a ferramenta. Faltavam uns 500 seguidores pra eu conseguir e o lançamento tava perto. Descobri um serviço de comprar esses seguidores, deu certo, valeu a pena e não estragou minha rede – me julguem. (risos)

GQ Brasil – Já escreveu música pra conquistar alguém? Deu certo?

André – Canceriano! (risos)

GQ Brasil – Um disco clássico? Um guilty pleasure?

André – Um clássico eterno do coração: Clube da Esquina (1972). Um guilty pleasure mas nem tão guilty: Leandro & Leonardo.

GQ Brasil – Uma música pra cantar no banho?

André – Gosto muito! Costumo cantar o que estou ouvindo na hora, mas Crazy do Seal é uma experiência maneira, viu? No refrão, balançando a cabeça na hora do shampoo. Depois me conta.

GQ Brasil – Qual o verso mais sexy de todos os tempos?

André – “Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno” (Belchior – Divina Comédia Humana).

Fonte oficial: GQ

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