À prova do tempo: a Heineken chega a 2018 sem alterar seu sabor único e de qualidade – GQ

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Do século 19 até agora, o mundo mudou um bocado: passamos da revolução industrial para a tecnológica, atravessamos duas grandes guerras, chegamos à Lua. Mas, por mais incrível que pareça, nem tudo mudou. Lançada em 1873, em Amsterdã, a Heineken, por exemplo, mantém seu sabor inalterado, seguindo a teoria de que em time que está ganhando não se mexe.

“Há um esforço enorme para assegurar em todo o mundo o mesmo sabor criado por Gerard Adriaan Heineken”, diz Vanessa Brandão, diretora da marca. “Afinal de contas, se trata de uma empresa familiar – e pioneira.”

Claro que há um segredinho para se manter a tradição. E não é a água, como muita gente pode imaginar. “Isso é lenda urbana”, brinca Vanessa. “A água usada nas cervejarias é sempre tratada, justamente para a procedência dela não interferir no gosto final da bebida.” Também não é o clima – beber a cerveja mais gelada ou não acaba sendo uma questão de preferência nacional (-2° C, no Brasil).

No caso da Heineken, a grande artimanha, a alma do negócio, responde pelo nome de levedura A, que foi uma das primeiras leveduras puras do mundo. “Nós a protegemos bem ao longo dos anos e proporcionamos as circunstâncias ideais durante o processo de produção para deixá-la criar o sabor frutado pelo qual a Heineken é conhecida”, explica o mestre cervejeiro global da marca, Willem van Waesberghe.

Heineken (Foto: Divulgação)

O processo de fermentação e maturação da cerveja Heineken leva 28 dias e acontece em tanques horizontais e verticais, o que proporciona as condições ideais para a levedura A fermentar e proporcionar a experiência do líquido perfeito. Pensa que acabou? Não se engane. No processo em busca da long neck perfeita, dá-lhe testes. “É preciso avaliar a qualidade, sentir o sabor, provar muitas vezes. A cervejaria ainda tem um processo bem artesanal, é mais ou menos como cozinhar”, compara Vanessa.

“Todos os meses, recebemos na nossa cervejaria na Holanda, onde ficam os mestres cervejeiros globais, cervejas produzidas em todos os lugares, e fazemos mais de 40 testes para conferir medições e garantir a qualidade”, corrobora van Waesberghe.

É esse esmero, afinal, que acompanha a Heineken há 145 anos, garantindo não só fãs como premiações ao longo do caminho. “A história da Heineken é muito rica, desde o princípio. Para ter uma ideia, em 1889, a cerveja ganhou o maior prêmio na Exposition Universelle de Paris”, conta Vanessa. Os concorrentes? A lâmpada de Thomas Edison e a Torre Eiffel, do engenheiro Gustave Eiffel.

 

Fonte oficial: GQ

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