A próxima fronteira da robótica? Ser melhor que você em queimada – GQ

4

O drone acima, montado com tecnologia desenvolvida por uma equipe da Universidade de Munique, parece sugerir um futuro meio singelo aos drones comerciais: serem capazes de desviarem de bolas como se tivessem em um jogo de queimada.

+ Como a inteligência artificial está ficando menos artificial
+ O verdadeiro avanço da realidade virtual é humano e não tecnológico
+ Por que você vai ter uma casa inteligente em breve

O robô usa um set de câmeras especiais em busca de obstáculos móveis, calcula trajetória e velocidade e desvia de acordo, tudo sem apoio humano ou sensores espalhados no ambiente: ele faz tudo de forma autônoma.

Fora a vibe curiosa do experimento, sua importância pode ser maior do que o vídeo sugere. Drones comerciais de ponta são craques em reconhecer e desviar de obstáculos fixos, como árvores, paredes e postes. É quando o assunto são obstáculos móveis que praticamente todos eles falham – vide todas aquelas notícias curiosas sobre vizinhos irritados ou torcedores frustrados derrubando drones alheios do céu.

Mais do que auto-preservação, um sistema autônomo de reflexos pode tornar a tecnologia menos perigosa: um drone como o desenvolvido em Zurique pode melhor desviar de pessoas e pássaros durante o voo.

Uma limitação dos drones disponíveis comercialmente está na comunicação entre sensores e rotores, que pode ser lenta demais para responder a obstáculos. O grupo da Universidade de Zurique instalou um tecnologia que, em tradução livre, se chama ‘câmera de eventos’: ela capta imagem apenas quando nota uma mudança rápida nos pixel da imagem (uma bola entrando rapidamente em seu campo visual, por exemplo). Como ela processa menos informação por segundo, ela é capaz de leitura mais fluída e rápida.

O problema? Uma tecnologia como esta custa milhares de dólares, um valor que, por ora, invibializa sua aplicação em modelos comerciais.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários