A trajetória de Oskar Metsavaht com o desenvolvimento sustentável – GQ

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“Hoje já pedalei na Floresta da Tijuca e mergulhei no mar antes de vir para cá”. A frase de dar inveja é de Oskar Metsavaht, fundador da Osklen, dita no estúdio em São Paulo onde fez as fotos como nosso Homem do Ano em sustentabilidade. Um dia normal para este cara que acredita no “brazilian soul” – que nada mais é que ser “bonito, alegre, sexy e saudável”, concretizado no estilo de vida do carioca, que une o urbano à natureza.

Mas como preservar esse estilo? O clique do desenvolvimento sustentável veio na década de 1990, com a leitura do Protocolo de Kyoto, “tão simples e transformador”, e a ida a uma rave na Amazônia.

“Todo mundo fazia uma releitura dos anos 1960 com t-shirts de Che Guevara e flower power. Comecei a fazer peças com os dizeres ‘Carta da Terra’, ‘E-Brigade’ e ‘Kyoto Protocol’, a mais subversiva da época” Das t-shirts panfletárias, resolveu se jogar em uma aventura produzindo algodão orgânico com uma comunidade rural do Ceará. A frustração na hora da certificação foi a deixa para o conceito ASAP – as sustainable as possible –, quando mesclou o material orgânico a outro no mesmo tecido: “Ninguém vai me apontar o dedo e dizer ‘você não é 100% orgânico’, mesmo que seja 1% sustentável, ele equivale a 100% de um projeto”.

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O possível fez toda a diferença, com um total hoje de 7,6 toneladas de resíduos reaproveitados na produção da marca com malha PET, solados de borracha e outros derivados. Além disso, o Instituto E assessora as parcerias indústria-comunidade e o trabalho de recuperação da vegetação nativa litorânea já mostra resultados na orla de Ipanema.

Tudo sem perder o estilo. É na sua bolsa de couro de pirarucu que ele vê um “ícone do novo luxo com identidade brasileira”, em outras palavras: “as luxury as we can get”.

Fonte oficial: GQ

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