Afinal, o que é a testosterona?

12

 

Ela é um dos temas mais pesquisados do planeta. Cientistas se debruçam anualmente em estudos que passeiam pelo impacto da testosterona na crise financeira mundial, na agressividade masculina e até na temida disfunção erétil. Conheça agora as principais características desse hormônio tão importante para a vida do homem.

O que é?

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Produzida nos testículos, ela é responsável por influenciar as características físicas (barba, massa muscular, tom de voz), o desempenho sexual e até o bem estar.

 

O sobe e desce do hormônio sexual

A partir dos 40, os níveis de testosterona no sangue tendem a diminuir de 1% a 2% ao ano. Alguns homens podem ter queda precoce e outros demoram mais para começar este processo. Por isso, os médicos costumam pedir exames de sangue para medir a dosagem do hormônio. Os níveis adequados em um adulto variam entre 300 a 900 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), conforme a idade. "Mas cada um tem um nível adequado de testosterona para viver bem", afirma o urologista Paulo Egydio, com especialização na Cleveland Clinic Foundation. Mas quando o nível fica abaixo do limite mínimo, é hora de ligar o sinal de alerta.

A “menopausa masculina” e a impotência

Embora não seja uma regra geral, a partir dos 50 anos ocorre uma redução natural da produção de testosterona, que pode trazer o temido fantasma da disfunção erétil. Outros sintomas como a falta de ânimo, depressão, perda do desejo sexual, acúmulo de gordura e perda de densidade óssea também podem surgir. Na linguagem médica, o processo é conhecido como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM ou andropausa associada como a "menopausa masculina". 

A impotência ainda é um tabu entre os homens, que costumam demorar para procurar orientação médica. "O ideal é fazer o monitoramento hormonal para diagnóstico precoce, seguido de tratamento ", afirma o urologista Paulo Egydio.

 

Reposição hormonal x ereção

Estima-se que 15% dos homens acima de 50 anos apresentam os sintomas de andropausa, cujo processo costuma ser lento e gradual. O diagnóstico é confirmado após dois exames pela manhã, com a dosagem de testosterona livre e de outros hormônios, pois as taxas costumam variar em uma mesma pessoa. Somente após o diagnóstico a reposição hormonal é indicada pelos médicos, permitindo ao homem recuperar a disposição, a libido e, claro, a ereção.

Testosterona: como repor

Há quatro tipos de tratamento: comprimidos, injeções, gel e adesivos ou implantes de testosterona. O menos comum é por via oral por exigir a ingestão de vários comprimidos ao longo do dia. O gel aplicado diretamente na pele e a injeção intramuscular são os mais comuns. A dose recomendada é de 5g de gel (50mg de testosterona) aplicado diariamente, de preferência pela manhã. A injeção de undecilato de testosterona é aplicada a cada 3 meses. Como o tratamento deve ser mantido, em geral, pelo resto da vida, é necessário rigoroso acompanhamento médico, com exames clínicos e laboratoriais.

+Homens com barba possuem vida sexual mais ativa, mostra pesquisa

Riscos da reposição hormonal masculina

É preciso alertar sobre o uso indiscriminado de medicamentos de reposição do hormonal. O Conselho Federal de Medicina proíbe o tratamento em pacientes sem diagnóstico comprovado. Mesmo sem estudos conclusivos, suspeita-se que os remédios podem estar associados ao aumento dos riscos de doenças cardiovasculares e de câncer de próstata. O que já se sabe é que a reposição pode acelerar o desenvolvimento de tumores já existentes.
A automedicação com testosterona pode provocar alterações irreversíveis no fígado, aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos, elevação da pressão arterial, redução da fertilidade e alterações de comportamento. Por isso, consultar um médico é essencial.

Alimentação balanceada e exercícios: a receita para melhorar a testosterona
Os estudos mais recentes mostram que manter atividades físicas regulares e uma alimentação saudável aumentam o nível de testosterona. Os benefícios são maiores em casos de obesidade, pois o processo de emagrecimento ajuda a liberar naturalmente a testosterona armazenada na gordura.

 

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários