Alexandre Lafer: o cara quando o assunto é imóveis focados em serviços compartilhados – GQ

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Alexandre Lafer Frankel chega ao trabalho de patinete com uma mochila nas costas. O meio de locomoção tem muito a ver com o seu negócio. Engenheiro de formação, ele fundou em 2009 a Vitacon, em São Paulo, responsável por apartamentos compactos, de 10 a 100 metros quadrados, de fácil localização e com cardápio de serviços – “você nunca mais vai precisar ligar na NET”, brinca ele. 

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Um bom exemplo é o que acaba de inaugurar na Rua Bela Cintra. No térreo, fica o Cha Cha, restaurante descolado de Charlô Whately com soluções rápidas. Além dos serviços pré-negociados com os aplicativos – de entrega de comida a passeador de cachorro –, há sala de coworking, concierge, lavanderia comunitária, patinetes e carros compartilhados à disposição. Vaga na garagem? “Tem, mas isso vai acabar”.

“Esse empreendimento quebra todos os códigos do mercado imobiliário”, diz ele, cujo pai era dono da construtora Reid. “Sou o cara mais inconformado com o nosso setor, a começar pelos prédios beges [risos]. Também esses ‘clubes condomínios’ longe do trabalho, A pessoa fala ‘vem aqui que tem um pomar’. Pomar, cara?”

Negócios: Projeto do Chez Marché em prédio que será erguido na Rua Bela Cintra (Foto: divulgação)

Cada projeto tem parcerias com nomes como os arquitetos Marcio Kogan e Arthur de Mattos Casas. Na Rua Frei Caneca, será erguido um prédio feito com o grupo Chez, de Seba Orth. Além do design assinado por Seba, haverá um Chez Marché no térreo. Até o canadense Graham Hill, fundador da Life Edited, que prega uma vida minimalista, participou do projeto da Rua Quatá com suas camas e sofás escondidos nas paredes.

Na Rua Capote Valente, a consultoria foi do arquiteto alemão Matthias Hollwich, especializado em wellness, “pensado para que os moradores vivam até os 120 anos”. Além de estimular o uso do transporte público e diferenciais como horta orgânica, tem ações de socialização, imprescindíveis para a longevidade. Aliás, a ideia de comunidade está em todos os empreendimentos, de passeios de bicicleta à balada no rooftop.

O negócio vai bem: em 2018 foram 1919 unidades lançadas no valor de R$ 1,23 bilhão. Neste ano, a perspectiva é dobrar de tamanho e apostar em novas praças.

Além da Vitacon, Alexandre ainda tem a Housi, plataforma de gerenciamento de imóveis e aluguéis. “Em 2022 não vamos vender apartamentos, será outra coisa”, aposta. É bom ir se livrando das tralhas do quartinho dos fundos.

Fonte oficial: GQ

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