Apple pode se tornar a primeira empresa trilionária dos EUA – GQ

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Se ‘unicórnio’ é o nome dado a empresas que ultrapassam seu primeiro bilhão, como então chamar uma que alcança a casa dos trilhões? Se depender da Apple, é bom alguém já ter um plano. A companhia de Cupertino alcançou esta semana valor de mercado de US$935 bilhões, e ações subiram 3% no after-hours da Nasdaq seguindo notícias de um trimestre notável para a companhia.

Nadando contra a maré das más notícias tech (do Spotify ao Facebook), a Apple fechou se terceiro trimestre com bons números. Foram US$53.3 bilhões em receita entre abril e junho, um aumento de 17% ano a ano e superior aos US$52.42 bilhões esperados para o trimestre. Notável, considerando que esses três meses são frequentemente os mais fracos da marca, já que antecedem o anúncio de novos produtos e é marcado por menos procura dos usuários, ansiosos pelas novos iPhones, Macs e outras iCoisas. 

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Olhando para a frente, mais uma dose de otimismo: a Apple anunciou projeção de receita entre US$ 60 bilhões e US$ 62 bilhões, superando expectativas de Wall Street e sugerindo um crescimento de 15% ano a ano. O carro-chefe das operações segue sendo sua divisão de serviços (que inclui App Store, Apple Music e iCloud), que cresceu 31% no trimestre num comparativo 2017/2018. Tanto iPhone quanto iPad ficaram na mesma, e a divisão de Macs viu vendas caírem em 13%.

Para se ter uma ideia do feito, a Amazon, do homem mais rico do mundo, vale US$ 866,93 bi, reforçando um fato interessante: as empresas mais tradicionais – como digamos, a gigante Exxon Mobil – comem poeira na corrida para o primeiro trilhão. Mas quando a Apple alcançar seu primeiro trilhão, ela não será a única a ter comemorado a marca. Esses louros vão para a companhia de energia PetroChina, que em 2007 já abriu capital avaliada em 1 trilhão de dólares na bolsa de Xangai; um valor alcançado por uma alta demanda de petróleo e gás natural, acionistas sem acesso a ações estrangeiras e uma boa dose de especulação.

Fonte oficial: GQ

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