Apple revisa receita ‘para baixo’ pela primeira vez em mais de 16 anos – GQ

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A Apple deu sinais preocupantes nesta quinta-feira (02), quando anunciou uma revisão da projeção financeira: a companhia de Cupertino agora espera receita de US$ 84 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2019, contra algo entre 89 e 93 bilhões de dólares anunciados no mês passado. Como resultado, as ações da empresa caíram 7,11% no pós-mercado americano – o pregão fechou para a Apple com uma valorização de 0,11%. Segundo o grupo de pesquisa Bespoke Research, é a primeira vez desde junho de 2002 que a companhia joga água fria sobre suas projeções fiscais.

Entre os principais motivos está a situação econômica de mercados emergentes. “Não pudemos prever a magnitude da desaceleração, principalmente na China”, disse Tim Cook, diretor executivo da empresa, em comunicado para investidores. Além disso, há a preocupação sobre usuários de smartphones estarem adotando intervalos mais longo entre as trocas de celulares. Cook foi enfático em citar um alargamento da base instalada, e é fato que são os serviços digitais, e não os dispositivos físicos, que vem ganhando protagonismo nos resultados fiscais da Apple. Mas uma perda de tração nas lojas significa um rombo em parte fundamental de sua estratégia: vender um grande volume de dispositivos enquanto gasta pouquíssimo de seu capital em de fato produzí-los.

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No geral, a notícia sugere uma desaceleração geral da economia e gerou um choque sísmico para investidores. Parte desse reflexo pode ser observado através dos índices FTSE 100 e FTSE 250, que juntos representam a movimentação acerca das 350 principais empresas da economia inglesa: elas caíram, respectivamente, 0,5% e 0,1% na manhã de hoje, segundo o BoF. Insegurança a respeito do mercado chinês chegou também a derrubar ações de empresas tais quais a Burberry, altamente dependente do mercado chinês e que viu seu papel desvalorizar em 3,6%.

Fonte oficial: GQ

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