“As histórias que vivo são aprendizados que me fazem evoluir”, admite Guilherme Winter – GQ

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Guilherme Winter vive um dos seus personagens mais controversos nas telas, Judas, o apóstolo que traiu Jesus. Mas ele vê o lado bom deste personagem bíblico. “Ele é sinônimo de traição. Mas é considerado, também, pelos companheiros, como homem bom, leal, inteligente e instruído. Ou seja, nós, como seres humanos falhos, não podemos ser resumidos a uma situação de nossas vidas”, acredita. 

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Leia o bate-papo completo do ator com a GQ Brasil:

Acredita que histórias bíblicas são um novo caminho para a dramaturgia de TV?
Acredito que toda boa produção, que conta histórias inspiradoras, com personagens fortes e uma mensagem de reflexão, é algo especial para ser apreciado. E com as tramas bíblicas não é diferente. Elas, mesmo tendo um teor mais espiritual, seguem uma estrutura narrativa que tem características semelhantes às de quaisquer outras produções, ou seja, um “vilão”, um forte antagonista, e por aí vai… Além, também, das temáticas existenciais que estão presentes nessas adaptações. Pensando nisso, talvez não veja como um “novo caminho”, mas uma possibilidade a mais de entreter e contar boas histórias. E, claro, de atingir um público bem significativo, sobre tudo no Brasil.

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De que forma participar de tramas como esta afeta suas crenças pessoais?
Sou um ator, então de alguma forma, minha consciência está “adaptada” para separar a ficção da realidade. E essa percepção é ainda mais útil quando a questão são nossas emoções, crenças e anseios. Desta forma, entendo que as histórias que vivo, nos últimos anos boa parte bíblicas, são aprendizados que me fazem evoluir. Todo personagem é evolução, independente do “tom” da trama. E é nisso que está meu foco: em crescer.

Guilherme Winter (Foto: Chico Cerchiaro / Divulgação)

O que a narrativa de Judas te ensinou?
Judas é um personagem muito controverso. Claro que a grande massa o considera como o grande traidor da humanidade. Ele é sinônimo de traição. É o que vemos disseminado. Só que além de ótimo tesoureiro do grupo de apóstolos, Judas é considerado, também, pelos companheiros como homem bom, leal, inteligente e instruído. Mas ele possui uma fraqueza: a ambição pelas coisas materiais e pelo poder. Para viver um personagem tão intenso, me dediquei incansavelmente aos estudos dos roteiros, livros históricos e, também, diálogos com os diretores e escritores da trama. Por meio de todo esse estudo e aprofundamento aprendi mais sobre a essência de um dos homens mais comentados desde que o mundo é mundo, isto é, nós, como seres humanos falhos, não podemos ser “resumidos” a uma situação de nossas vidas, assim como Judas não é apenas um traidor.

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Até onde iria por uma história?
Um ator vai até onde o coração pulsa e se inquieta. Então se estou feliz com um personagem, se estou atuando, se posso transmitir e ser voz de uma mensagem especial, consigo responder isso. Isto é, só iria até onde acredito que posso ser transformado como profissional e, também, tocar o público.

Fonte oficial: GQ

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