‘As paradas mais legais não estão no mainstream’, diz Baco Exu do Blues – GQ

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Neste sábado (1), quando subir ao palco do Coala Festival, em São Paulo, o rapper baiano Diogo Moncorvo vai experimentar algo novo. Ele se apresenta logo antes do conterrâneo Gilberto Gil e o sentimento é especial.

“É muito marcante para mim”, diz o cantor, mais conhecido como Baco Exu do Blues. “Não só pelo Gil, mas porque hoje em dia eu tenho como fazer o show que eu sempre quis fazer, da forma que eu sempre pensei”.

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Essa situação é diferente da de exatamente um ano atrás, antes de Baco lançar seu primeiro (e ótimo) álbum, Esú, e conquistar público e crítica com a sua mistura de rap, trap e muitas referências à música brasileira. “Eu já vinha rodando com os singles, mas o que mudou mesmo depois do Esú foi passar a viver 100% do trabalho, 24h por dia fazendo música de uma forma mais profissional”, reflete. “Isso me dá prazer e me acalma a alma, inclusive pra poder fazer os próximos trabalhos. A experiência no geral foi toda muito positiva e isso me tornou um artista bem melhor”, diz.

Apesar da “grata surpresa” com a recepção do trabalho, o rapper ainda acha que falta muito a se fazer. “É muito dificil ter esse tipo de retorno, ainda mais no rap, que ocupa com dificuldade o espaço que consegue”, desabafa. “Ainda há um preconceito muito grande. O rap tá cada vez mais popular, mas mesmo assim tem uma recusa muito forte. O resultado disso é que a maioria das paradas legais não está no mainstream, porque esse espaço poderia ser bem maior”, completa.

O rapper baiano Diogo Moncorvo, mais conhecido como Baco Exu do Blues (Foto: Daryan Dornelles)

Para que ele chegasse ao mainstream foi preciso de muita “honestidade”. Foi assim por exemplo que surgiu Te amo disgraça, música que chegou ao topo da maioria das listas de melhores de 2017 e virou uma espécie de hino de casais apaixonados – leia-se a música oficial de transa de milhares de pessoas.

“É muito doido isso”, diz entre risos. “Foi uma coisa muito honesta e as pessoas se identificaram de forma muito espontânea. Acabou virando trilha de transa pra elas e isso é meio gratificante e assustador ao mesmo tempo pra mim, porque de certa forma eu tô participando da transa dessas pessoas”, brinca.

Difícil saber como Baco estará daqui um ano, mas o caminho para o próximo disco parece ter começado. O baiano lançou a faixa Banho de Sol na última quarta-feira (29), que você pode ouvir abaixo.

Fonte oficial: GQ

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