Aventureiros do Canal OFF dão dicas para mochilão na Patagônia – GQ

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“Patagônia: O Próximo Passo” (Foto: Brian Baldrati/Divulgação)

Dois amigos, uma caminhonete e, pela frente, dez dias na Patagônia outonal. Essa era a missão de Diogo Guerreiro e Brian Baldrati na série Patagônia: O Próximo Passo, atualmente no ar pelo Canal OFF. Nela, um atleta recordista de windsurf (Guerreiro) e um fotógrafo pé-na-estrada se conhecem em Bariloche e desbravam a região em busca do intercâmbio com locais – e também dos lúpulos exclusivos da Patagônia argentina.

Na contramão da neve emblemática das estações de esqui, Guerreiro e Baldrati foram em direção ao interior: aos extensos bosques de álamos e às montanhas, com suas vistas impressionantes. “Os brasileiros relacionam muito a Patagônia ao inverno com as estações de esqui. Mas no outono não é um destino muito procurado e é fantástico” Como toda produção do Canal OFF, o clima é de aventura. Dessa vez, o espírito wanderlust vem também acompanhado por uma parceria inédita entre o canal e a Cerveza Patagonia, que assina o projeto.

“Patagônia: O Próximo Passo” (Foto: Brian Baldrati/Divulgação)

GQ: Qual foi o itinerário? Como ele foi realizado (carro, ônibus)?
Brian Baldrati: O itinerário começou em Bariloche. Foi lá que a gente se conheceu. Ficamos uns dois dias por lá e nos mudamos para San Martin de Los Andes, que é uma cidade a três ou quatro horas de Bariloche. Fizemos esse trajeto todo de carro. De lá a gente fazia todas as atividades. Rodamos uns dez dias, parando em vários lugares legais para tirar algumas fotos e conhecer um pouco mais sobre o local.

GQ: Quando a viagem foi feita?
Diogo Guerreiro: A gente foi no outono, uma época bem colorida. Os álamos são umas árvores amarelas, lindas, que nessa época estão trocando a folhagem. Ainda não era época de neve.
 
GQ: Além do esqui, quais atividades ao ar livre a região oferece?
Diogo Guerreiro: A região oferece muita opção, o ano inteiro. Então tem caiaque nos rios, mountain bike e trekking, que são as principais atividades ali fora da época de esqui.
Brian Baldrati: Também tem pesca, muita trilha, passeios de barco. Fizemos stand-up paddle, coisas assim. É legal pegar uma casa para explorar a região.  

GQ: Como vocês escolheram as atrações visitadas?
Diogo Guerreiro: A gente foi conversando com alguns locais, que foram nos passando as dicas do que encontrar por lá, do que valia a pena conhecer. E também fomos atrás para explorar mesmo, descobrir. Foi uma mistura de indicação e exploração.  
 

“Patagônia: O Próximo Passo” (Foto: Brian Baldrati/Divulgação)

GQ: A Patagônia é imensa e plural. Qual foi o recorte escolhido?
Diogo Guerreiro: A gente escolheu a região dos lagos, entre Bariloche e San Martin de Los Andes. Os brasileiros a relacionam muito ao inverno com as estações de esqui. Mas no outono não é um destino muito procurado e é fantástico, tem uma variedade enorme de paisagens. Os lagos são belíssimos, com água bem transparente. A gente optou por explorar essa região, só que em uma época que não é comum.
Brian Baldrati: Eu já tinha ido para a Patagônia três vezes, mas nunca tinha visitado esse lugar. São horas na estrada com montanhas pra todo lado e, de repente, tem um lago maravilhoso. O legal lá é isso. Não importa quando você vai, sempre terá algo diferente: no verão você consegue entrar na água. Nessa época em que fomos a folhagem é toda colorida. No inverno dá para esquiar, é neve pra todo lado.

GQ: Qual o tempo recomendado para explorar todos os lugares com calma?
Brian Baldrati: Depende onde a pessoa quer explorar, se é Bariloche ou San Martin de los Andes. Como lá tudo é meio longe, facilita ter um carro. Se a pessoa quer fazer só Bariloche, uns cinco dias já dá para ter uma noção legal.
Diogo Guerreiro: Diria que é entre uma semana e dez dias. Mas claro são tantos lugares que até duas semanas rendem tranquilamente.

GQ: Quais foram os highlights do itinerário, os pontos imperdíveis da viagem?
Brian Baldrati: Acho que foi a parte em que fizemos stand up paddle. Estava muito bonito mesmo. E também aproveitar a natureza, se perder nas estradas e tentar achar os mirantes. Eu gosto de ter essa imensidão da paisagem. O próprio Refugio Patagonia é um lugar muito legal de conhecer. Recomendo ir no pôr do sol para curtir e tomar uma cerveja. Vale a pena demais. É muito aconchegante, com uma vista maravilhosa.

GQ: Além do esqui, a região de Bariloche é conhecida por seus chocolates e pela cerveja artesanal. Poderiam nos indicar algumas chocolaterias e cervejarias imperdíveis por lá?
Diogo Guerreiro: Os chocolates são realmente bons. A gente foi na Villa la Angostura e tem umas casinhas que vendem chocolate. Em Bariloche também. São chocolates locais, não lembro mesmo o nome da marca. São muitos bons, com muitas opções. E a cerveja é a Patagonia. Muito boa, a gente provou todos os tipos. Inclusive, em Bariloche tem o Refugio Patagonia, um bar onde você pode provar vários tipos de cervejas da marca.

GQ: Quais foram os desafios enfrentados por vocês na aventura?
Diogo Guerreiro: Eu estou acostumado com grandes aventuras, mas essa foi mais uma viagem para explorar o local. Tivemos algumas pequenas dificuldades relacionadas ao vento. O clima na Patagônia é muito instável, uma hora está calmo e outra hora entra um vendaval. Em um momento tantamos fazer um timelapse montando o acampamento e pegamos bastante vento. Mas nada realmente muito desafiador. Foi uma viagem muito de contemplação, descoberta e imersão.
Brian Baldrati: Acho que não teve um desafio muito grande. O vento na região é muito forte. E pegamos uns dias de chuva que dificultou um pouco. Já passei perrengues muito maiores em outras viagens. Essa foi mais para contemplar e me conectar com a natureza.

GQ: Quanto custa uma viagem como essa para duas pessoas?
Diogo Guerreiro: Se a gente colocar cerca de uma semana, vai se gastar em torno de R$ 1.500 por pessoa na passagem, podendo encontrar promoções mais baratas. Na hospedagem, sai algo em torno de US$ 100 a US$ 150 por quarto. Aí é bem ampla a gama de opções. Você pode ficar em hotéis mais caros de US$ 400 a US$ 500 a diária e pode achar os mais baratos de US$ 30 a US$ 40 a diária. Dá para duas pessoas jantarem por R$ 100 em um bom restaurante. E uma refeição normal custa cerca de R$ 20, R$ 30. É um preço similar, senão mais barato que no Brasil.

“Patagônia: O Próximo Passo” (Foto: Brian Baldrati/Divulgação)

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Fonte oficial: GQ

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