Buscar apenas candidatos que encaixem na cultura da empresa pode ser armadilha, aponta psicólogo – GQ

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O currículo está fora de moda. Se depender de líderes disruptivos como Elon Musk e algumas startups e empresas brasileiras, pelo menos. Mas o enfoque em preencher postos de trabalho apenas com profissionais capazes de dialogar com a cultura de sua empresa pode não provar ser um bom negócio em longo prazo.

“No caso dos fundadores que são apaixonados com o ‘culture fit’, suas companhias são mais resistentes à falha, são mais capazes de abrir capital”, diz o psicólogo e especialista em administração Adam Grant para a Recode. “Mas depois disso, eles crescem a ritmo mais lento. Assim, quando vão a público, eles têm menor crescimento anual no mercado.” 

Para Adam, o problema é botar em risco a capacidade da companhia de responder a crises, mudanças e bolar novos planos. “Você acaba com esse grupo bacana e homogêneo de pessoas que caem em um bloquinho de ideias e daí é mais fácil que eles se distanciem do lado de fora, e enfrentem dificuldades na hora de inovar e mudar”, diz o especialista

Outro potencial problema é que o foco em cultura pode tornar lideranças cegas a respeito de um fato simples: que suas ideias não são tão únicas assim. “Eu sempre ouço ‘As pessoas realmente acreditam em nossos valores e sabem que somos uma causa, somos apixonados sobre nossa missão!’ Ótimo. Assim como praticamente qualquer outra companhia”, aponta Adam. O problema nesse caso? É uma crença que “fecha as portas para o aprendizado”, sugere o psicólogo.

Fonte oficial: GQ

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