Cameron Saul usa suas paixões para levantar fundos em locais de situação de risco – GQ

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Cameron Saul, da Bottletop, tem parceria com a Organização das Nações Unidas e produz pulseiras do bem do projeto #togetherband com borracha reciclada da Amazônia e metal de armas de El Salvador (Foto: Franco Amendola)

Filho do meio de Roger e Monty Saul, fundadores da grife britânica Mulberry, Cameron Saul, de 36 anos, podia ter optado por viver entre o surfe e o violão, duas paixões, em sua residência em Brighton, na costa inglesa. Aos 19 anos, antes de ingressar no curso de administração no Kings College, ele foi passar nove meses na África, como voluntário de um programa que leva noções de saúde para crianças em Uganda. “Estava voltando para casa quando ganhei uma bolsa feita com tampas de garrafas colhidas no lixo”, conta ele.

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Estava plantada a semente da Bottletop, grife criada em 2002, que une moda, música, arte e tecnologia e tem como principal foco levantar fundos para ações de educação e empoderamento para regiões de baixa renda de todo o planeta.

Bolsas com anéis de latinhas são feitas na Bahia e vendidas em Londres (Foto: divulgação)

O maior atelier da marca fica em Lauro de Freitas, na Bahia. Ali são fabricadas bolsas com anéis de latinha que são vendidas on-line e em endereços de luxo – a maior loja acaba de ser inaugurada no Quadrant Arcade. Saul ouve Jorge Ben Jor, Seu Jorge, João Gilberto e não perde um réveillon no Brasil. Também vem ao país para visitar a produção. “Tenho vontade de pesquisar a água que essas mulheres bebem tamanha habilidade manual que têm”, brinca.

Candice Swanepoel e Laís Ribeiro posam para campanha da Bottletop (Foto: divulgação)

Uma parceria com a ONU para a produção de 17 pulseiras coloridas do projeto #Togetherband é a última boa ação da Bottletop. Feitas com plástico retirado dos oceanos, borracha reciclada da Amazônia e metal derretido de armas de El Salvador, elas servirão para reforçar as medidas criadas pela ONU para combater a pobreza, salvar o planeta e assegurar paz e prosperidade a todos até 2030. “Ao comprar a pulseira, a pessoa ganha outra para dar a alguém que abrace com ela causas como ensino de qualidade, equiparação de gêneros, saúde para todos, zero fome e outras 13 bandeiras”, diz Saul.

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Fonte oficial: GQ

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