Câncer de testículo é o mais frequente em homens entre 15 e 35 anos – GQ

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O câncer de testículo é a neoplasia (câncer e tumores) maligna mais frequente em homens entre 15 e 35 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 5% dos tumores malignos que se desenvolvem no público masculino ocorrem nos testículos.

Em 2016, a Região Sudeste do Brasil teve o maior índice de mortalidade da doença no período, com 153 mortes. Em segundo lugar ficou a Região Sul, com 89 óbitos. “O câncer testicular, muitas vezes, pode estar ligado a uma condição chamada criptorquidia, que é quando um ou os dois testículos não se encontram dentro da bolsa escrotal no momento do nascimento do bebê – um problema que tem tratamento.

Portanto, na infância é importante o exame do pediatra para averiguar se a descida dos testículos para a bolsa escrotal ocorreu corretamente ou não. Homens com essa anormalidade têm um risco 50 vezes maior de desenvolver o câncer”, explica Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês.

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O especialista conta, ainda, que alguns fatores relacionados ao surgimento do câncer também podem causar infertilidade, o que, portanto, pode servir de alerta para a investigação de ambas as doenças durante um exame periódico com o urologista. “Atualmente, o câncer de testículo é considerado um dos que mais possuem taxas positivas de cura, principalmente quando detectado precocemente. A presença de nodulações ou endurecimentos testiculares, por exemplo, podem ser sinais do problema. Desse modo, o exame físico é o melhor meio de detecção da doença em seu estágio inicial, com a presença de um volume testicular maior do que o normal e de nódulo indolor à palpação”, aponta o médico.

De acordo com o INCA, a maior incidência em pessoas jovens e sexualmente ativas pode mascarar a doença que pode ser confundida com orquiepididimites, inflamações dos testículos e dos epidídimos. “Por isso, é muito importante que o homem esteja sempre atento à saúde da sua região íntima. O autoexame nessa área é essencial na prevenção do problema e deve ser realizado mensalmente, assim como a avaliação periódica do urologista, um fator fundamental”, completa o especialista.

Fonte oficial: GQ

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