Carlos Arruza escreve seu primeiro musical infantil e vive drag em nova série – GQ

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O ator e psicólogo Carlos Arruza já esteve em cena em espetáculos como Comunità – um musical italiano, Mamma Mia, Ou Tudo, ou Nada e Noviça Rebelde. Atualmente, escreve seu primeiro musical infantil, Um Tamanduá Bandeira Formigável, que contará com Hugo Bonemer, Claudio Tovar e Thati Lopes no elenco. Ele também está gravando o piloto de duas séries: Carnificina, que investiga os perigos da deep web, e Alugo Quartos, na qual vive uma drag queen. Leia a entrevista na íntegra do artista com a GQ Brasil:

GQ Brasil: Um Tamanduá Bandeira Formigável é seu primeiro musical infantil. Qual o desafio que você está enfrentando em montar um musical infantil hoje?
Carlos Arruza: As crianças hoje falam “outro idioma”. Eles são mais conscientes e participativos, entendem rápido e ensinam aos adultos antes mesmo que estes dominem qualquer situação. Como um dos focos principais deste espetáculo é a comunicação e relações interpessoais, meu maior desafio é conseguir falar essa “língua” deles.

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GQ Brasil: Dos musicais clássicos, quais personagens ainda pensa em interpretar?
Carlos Arruza: Prefiro os personagens mais leves, gosto de textos e músicas divertidos. Nunca foquei em protagonistas por isso – eles sofrem demais. Mas para destacar um que sou apaixonado: Dr. Frankenstein, do musical O Jovem Frankenstein.

GQ Brasil: Como montou sua drag para Alugo Quartos [de Fernando Cunha Jr e Aguinaldo Flor]? O que pode contar deste projeto que vai ser lançado em forma de longa]? O que pode contar deste projeto?
Carlos Arruza: A drag (Paulo/Alice) foi construída para além do gênero ou da identidade artística. Uma boa trama psicológica é o grande salto (com duplo sentido) da história. O resto é spoiler…

Carlos Arruza (Foto: Oseias Barbosa / Divulgação)

GQ Brasil: Outro projeto seu, Carnificina [de Luiz Fellipe de Oliveira e Rafael Delgado, dirigida por Bruno Esposti], investiga a deep web e seus crimes virtuais. Qual o lado ruim deste acesso ilimitado a tudo (e a todos)?
Carlos Arruza: O lado ruim está em ser capturado por uma realidade sombria a que todos nós podemos entrar. Em momentos de solidão e descrença, um apelo sedutor pode nos levar à comportamentos transgressores com a sensação de não sermos vistos. Mas isso é um grande perigo.

GQ Brasil: Dos seus personagens, quais colocaria em acompanhamento psicológico já?
Carlos Arruza: Pensando na urgência de atendimento eu levaria o Paulo/Alice (de Alugo Quartos). No caso do Jorge (de Carnificina) o ideal seria uma intervenção urgente [Risos].

Fonte oficial: GQ

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