Carros elétricos são um caminho sem volta, mas qual escolher? – GQ

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Esqueça vibração, fumaça ou barulho em excesso. O carro do futuro – ou seria presente? – desfila de maneira elegante, silenciosa, rápida e sem deixar qualquer vestígio de poluição. Nada de tanque de combustível, aqui só há espaço para baterias ultrafuturistas. É assim que rodam três modelos avaliados por GQ Brasil na Califórnia, Estados Unidos: Tesla Model 3, BMW i3 Sport e Toyota Mirai. O trio dá o tom do atual cenário da indústria automotiva lá fora e sinaliza um futuro a médio prazo para o mercado brasileiro.

Impossível falar sobre carros elétricos e não citar a Tesla. A empresa criada pelo bilionário Elon Musk que, além de carros, também constrói foguetes (!) com a SpaceX, causou uma verdadeira revolução na indústria. Depois do sedã Model S e do SUV Model X, é a vez do Model 3 roubar a cena. Oferecido a partir de US$ 35 mil nos Estados Unidos, o sedã produzido no Vale do Silício, berço da inovação na América, faz tanto sucesso que tem uma fila de espera de 1 ano e meio. Isso porque é o modelo mais em conta em toda a curta história da marca de apenas 15 anos.

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A versão completa sai por US$ 55 mil, mas traz o que tem de melhor na indústria de carros elétricos. Autonomia de até 500 km, um motor capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos – tempo de Porsche Cayman – e o principal, um sistema de condução semiautônoma no qual motorista não precisa usar nem as mãos e nem os pés para rodar na cidade ou na estrada. E funciona de verdade! Uma pena que a fila de espera nos Estados Unidos, Europa e Ásia empurre sua chegada ao Brasil – já anunciada por Musk – para daqui alguns anos.

carros eletricos (Foto: Divulgação)

Rodando pela Califórnia, seja na badalada Los Angeles ou em São Francisco com seu trânsito caótico, é certo encontrar milhares de carros elétricos e híbridos pelas ruas. Após anos de incentivo do governo, os modelos se popularizaram. Há estações públicas de recarga em shoppings, estacionamentos, no descolado mercado Whole Foods e até mesmo ao lado de parquímetros de rua.

Quem compra um Tesla tem a vantagem de poder abastecer em superestações espalhadas pela marca em todo o estado – inclusive dentro da fábrica da SpaceX. Por ali, em meia hora é possível ter uma carga que dê 270 km de autonomia a um custo de módicos US$ 10.  

O Toyota Mirai  (Foto: Divulgação)

E se não temos Tesla, temos i3. O compacto da BMW à venda no Brasil ganha agora uma versão Sport. Esse simpático carrinho é a melhor resposta de uma montadora tradicional ao “efeito Tesla”. Isso porque algumas montadoras ainda não aprenderam que ter um bom carro elétrico não é sinônimo de colocar baterias em um veículo já existente. Os alemães de Munique sabem disso e partiram do zero na criação do i3. O modelo é rápido como um Mini Cooper S, mas equipado com um motor 100% elétrico.

Sim, há um motor a gasolina aqui, de 2 cilindros, escondido sob o porta-malas. É ele quem carrega as baterias quando a energia acaba – um truque para que o motorista nunca fique na mão. O acabamento do painel reciclado, com madeiras de eucalipto, é um charme à parte, por manter o requinte típico de um BMW. E as sacadas ecologicamente inteligentes não param por aí.

Não há como falar de elétricos sem falar do Tesla Model 3 (Foto: Divulgação)

Os bancos de couro sintético são tingidos com extrato de oliveira. Não somos só nós que gostamos do i3, que já conquistou boa parte da Europa. É o carro elétrico mais vendido da Alemanha e também o BMW mais vendido da Noruega. Um sinal dos novos tempos.

Vale elogiar ainda o louvável incentivo da Toyota para quem adquire um Mirai. São US$ 15 mil de combustível pagos nos três primeiros anos, além de todas as revisões. Isso porque esse sedã que mais parece ter saído de um HQ futurista tem baterias movidas a hidrogênio – uma terceira via de combustível limpo.

Na região de São Francisco só há 3 postos com hidrogênio, sendo 33 em todo o estado e um plano de ter 100 postos até 2019. O comportamento dinâmico é muito parecido com o de um carro elétrico: silencioso, ágil e confortável. A vantagem aqui é o tempo de abastecimento de só 5 minutos. Seja elétrico ou a hidrogênio, uma coisa é certa, o carro do futuro dificilmente verá uma gota de gasolina.

Fonte oficial: GQ

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