como a inteligência artificial está revolucionado o varejo nos EUA – Notas – Glamurama

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A Standard Store de San Francisco: parece uma loja normal, mas não é || Créditos: Reprodução

Engana-se quem pensa que as seis lojas da Amazon Go nos Estados Unidos são as únicas do tipo “high tech” no país. Uma das maiores novidades de San Francisco, a cidade mais ligada ao universo da tecnologia de lá, se chama Standard Store, que é o braço físico da start-up do ramo varejista Standard Cognition. À primeira vista, trata-se de uma loja de conveniência como outra qualquer, a não ser pelo fato de que nela praticamente não existem funcionários e todas as transações são finalizadas através de um aplicativo para smartphones – o tal do Standard Cognition.

Funciona assim: os clientes da Standard fazem check-in assim que baixam em suas dependências, e a partir daí começam a ser monitorados por uma infinidade de câmeras dotadas de inteligência artificial enquanto circulam por seus corredores. Todos os itens que eles colocam em seus respectivos carrinhos são registrados por meio dessa
checagem em vídeo, que também serve para evitar furtos, hoje em dia uma das maiores pragas no ramo do varejo.

Pra pagar a conta, basta sair do local, já que o app cobra tudo diretamente em um cartão de crédito previamente cadastrado em sua plataforma pelos usuários. Outras start-ups que oferecem os mesmo serviço estão pipocando nos EUA, onde o comércio vive uma revolução como em nenhum outro lugar do mundo (analistas acreditam que os americanos vão redefinir a forma como todos nós fazemos compras ao longo dos próximos dez anos).

Tudo isso é mais uma tentativa para evitar ou ao menos reduzir os efeitos de um êxodo em massa dos supermercados e afins, uma vez que é cada vez maior o número de compradores, sobretudo em países ricos, que preferem escolher desde os produtos de necessidade básica aos de luxo pela internet e sem sair de casa. Sendo assim, tornar uma simples ida ao mercadinho da esquina interessante para esse público pode servir para salvar muitas cabeças.

A propósito, o e-commerce americano deverá terminar o ano com receitas somadas de US$ 525,7 bilhões (R$ 2,03 trilhões), bem mais do que a cifra atingida em 2017 e quase 10% de tudo que é vendido em comércio nos EUA. Em contrapartida, o número de shopping centers da terra do Tio Sam que escolheram fechar as portas única e simplesmente por causa da falta de clientela deverá bater novo recorde em 2018, superando os números até então considerados alarmantes dos últimos anos. Não é por acaso que Jeff Bezos, CEO e cofundador da Amazon, está rindo à toa desde janeiro. (Por Anderson Antunes)

Fonte oficial: Glamurama

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