Como o negativismo sobre o Brasil na Copa mudou entre 2014 e 2018 – GQ

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Apenas 6% dos brasileiros torcem contra a atuação da seleção na Copa do Mundo. É o que aponta uma pesquisa conduzida pela startup de tecnologia e esportes SportsMatch e a empresa de consultoria Santo Caos divulgada nesta terça-feira (03). Por outro lado, 71% dos 2 mil entrevistados para o levantamento estão confiantes com o hexacampeonato. Os outros 23% se dividem entre apenas curtir o time e ser indiferente.

Entender esses números entre uma Copa ou outra é tarefa meio delicada. A pesquisa é a primeira de seu tipo e, portanto, não há série histórica que possa mostrar a mudança de comportamento entre mundiais sem muita distorção. Mas dá para se aproximar. Saca só essa número levantado pela consultoria de inovação Gauge, que aborda dados de redes sociais: segundo a pesquisa, 29% dos internautas dividiram opiniões negativas sobre o time em 2014, numa Copa marcada pela redenção. E pelo uso das redes sociais: o embate Brasil e Alemanha bateu o Super Bowl como o evento mais registrado em tuítes – 35,6 milhões deles, segundo aponta a Exame. 

O papel do cenário político no período, obviamente, pesa na diferença de um ano para o outro. Mas mesmo essa influência pode não ser tão grande quanto se imagina. Afinal, segundo a Nielsen, 76,4% dos brasileiros concordaram em 2014 que a Copa – um dos temas quentes estre eleitores – deixou um legado humano, esportivo e urbano positivo.

Não é um grupo de dados limpinho: afinal, uma pesquisa utiliza entrevistas e outra, atividades nas redes, e os resultados podem ser diferentes entre uma abordagem e outra. Além do quê, a Gauge captou seus números no período entre a fase de grupos e as oitavas de final – ou seja, antes do famigerado 7 x 1 nas semifinais. Mas ajuda a entender que há um otimismo estatisiticamente relevante ao redor da seleção entre um mundial e outro. Será que vira motivação para o hexa? 

Fonte oficial: GQ

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