Como os protestos dos ‘coletes amarelos’ impactam o mercado da moda – GQ

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O protesto dos ‘coletes amarelos’, movimento que representa a maior revolta em solo francês em uma década, entra em sua nona semana. Manifestações seguem marcadas mesmo após promessa do governo Macron, que inclui um reajuste nos impostos para pensionistas e aumento do salário mínimo – algo que pode custar entre 9 a 10 bilhões para os cofres franceses. 

Além do governo, são os negócios que tiveram impacto com os protestos, que ocorreram durante a época mais movimentada do ano para o comércio. No campo da moda e do luxo, o primeiro sinal vem com o balanço divulgado na semana passada pela Richemont, grupo que controla CartierIWCJaeger-LeCoultre.

Para o conglomerado, o segundo maior da indústria do luxo, os três últimos meses de 2018 terminaram com 5% de crescimento em vendas, uma desaceleração no comparativo com os três meses anteriores, que trouxeram crescimento de 8%. A perda de fôlego no período do Natal foi fato significativo para a marca, embora não houvesse ultrapssado consenso de analistas, segundo aponta o BoF.

A Richemont nota que Europa e Oriente Médio foram as únicas regiões em que o ritmo de vendas do grupo diminuiu. Em comparação, a empresa citou crescimento em dois dígitos na China – para a Richemont, a região Ásia-Pacífico responde por um ganho de 10% em receita no período, apesar de um clima de insegurança.

Ainda na mesma semana, companhias francesas como Sodexo e Air France KLM revelaram ter perdido mais de 60 milhões de euro com lojas fechadas e uma diminuição no número de compradores durante protestos anti-governo, que tem sido marcados por violência. 

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Além do timing dos ‘casacos amarelos’, boa parte dos manifestantes tomaram vias como Champs Élysées, Rue Saint-Honoré e Avenue Montaigne, centrias para o comérico em Paris e que são lar de marcas como Balenciaga, Chanel e Louis Vuitton.

Esses dados mais recentes ajudam a jogar luz no efeito duradouro dos protestos sobre o comércio local. Em dezembro, Bruno Le Maire, ministro da economia e finanças do país, apontou uma queda de 20 a 40% no momvimento em lojas desde o início do movimento.

Fonte oficial: GQ

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