Conheça a Anacê, marca genderless que preza o estética nacional – GQ

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Anacê (Foto: Igor Reis)

Vestiram cantores como Silva e Liniker; ocupam um espaço multicriativo em São Paulo com outros artistas; estão em sua segunda coleção; criam uma moda que não se importa com gêneros; a maior pretensão delas é “desconstruir padrões de vestuário criando peças-desejo que reforçam o design brasileiro”; e pasmem, elas têm apenas 21 anos cada. Cecília Grommann e Ana Clara Watanabe, donas da Anacê, são parte da nova geração que está fazendo o mercado de moda nacional girar.

Com todo o respeito, em tempos políticos descaradamente complicados, é uma sorte grande a marca acontecer – e que, em pouquíssimo tempo, acumule conquistas surpreendentes. Na verdade, nem tanto. O talento transbordante faz com que tudo seja natural. “Apesar de ainda ser muito difícil falar de moda no Brasil, o mercado tem sido cada vez mais receptivo com novos designers, visto que existe na contramão um público cada vez mais interessado em consumir um produto autoral e exclusivo”, contam.


Cecília Gromann e Ana Clara Watanabe (Foto: Divulgação)

Nada de muito complexo sobre o surgimento da marca. Enquanto se formavam em moda pela FAAP, elas sempre tiveram vontade trabalhar juntas, bem antes de resolverem tirar a ideia do papel.

Ana Clara se familiariza mais com o masculino e técnicas artesanais, já Cecília tem um olhar ultra sofisticado e prefere o feminino. Onde elas exatamente se encontram? Na vontade de criar e trazer relevância para o mercado da moda no Brasil. “Temos a sorte de nossas referências serem parecidas, o que torna o junção de ideias muito mais fluída”. Recentemente lançada, assim como a primeira, a segunda coleção tem como ponto principal a alfaiataria. Espere por cores radiantes com um olhar refinado e referências vintage, mas sem parecer antigo.


Anacê (Foto: Igor Reis)

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As designers fazem jus a duas das principais características da geração Z: as de compartilhar e fazer diferente. Tempos atrás a maior vontade de novos designers era apresentar suas coleções em semanas de moda. Na Anacê, não é assim que funciona. “Nosso desafio atual é repensar novas formas de explorar o potencial criativo e trazer inovações na forma de apresentação de nossos produtos. Queremos que o nosso consumidor viva experiências”. Hoje, a Anacê faz parte do espaço Ondina 55 (que também abriga a Misci, de Airon Martin), um coletivo multicriativo e funcional de novos nomes da arte e design e espaço onde seus clientes e amigos podem conhecer as peças de perto. “Lá temos compartilhado muitas ideias e novos projetos com pessoas incríveis. Estamos empolgadas com o que ainda está por vir.” Nós também!


Anacê (Foto: Igor Reis)

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Fonte oficial: GQ

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