Conheça a brasileira Amanda Sanchez, modelo de prova da Chanel há 18 anos – Notas – Glamurama

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Amanda Sanchez no estúdio da Chanel || Créditos: Reprodução Instagram

Amanda Sanchez é bem conhecida nos bastidores da moda e você provavelmente já admirou sua passada elegante em uma apresentação da Chanel. Além de desfilar, ela trabalha para a maison há 18 anos como modelo de prova oficial. Brasileira, mas com atitude 100% parisiense, Amanda compartilha seu dia a dia pelo Instagram em que ostenta quase 26 mil seguidores  e registra como ninguém as famosas escadas do ateliê no número 31 da rue Cambon, local escolhido a dedo por Gabrielle Chanel, em 1921. Batemos um papo fashion com ela sobre Karl Lagerfeld, Paris, dieta e muito mais. Vem ler!

Glamurama – Conte um pouco sobre como começou sua carreira como modelo.

Amanda – “Aos 16 anos me mudei para Barcelona, pois parte da minha família é de lá, e fui estudar. Comecei a trabalhar como modelo na cidade, mas meu negócio era viajar. Nunca voltava para o mesmo lugar, queria conhecer o máximo de países que conseguisse. Aos 17 anos, voltei ao Brasil onde trabalhei por mais um ano antes de começar a viajar de novo. Durante três anos viajei muito entre Milão, Nova York, Sydney e Paris, o último lugar que visitei e nunca mais fui embora. No início foi a cidade que menos conseguia trabalho. Adorava Paris, mas profissionalmente estava impossível. No momento em que estava me preparando para ir embora, surgiu um contrato temporário com a Chanel, isso em dezembro de 2001. Daí para frente foram renovando até que fiquei de vez e isso já soma 18 anos.”

Glamurama – Como é a sua relação com o Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel?

Amanda – “Meu encontro com o Karl foi o máximo. Logo no primeiro casting tinha que passar por várias etapas e a última seria conhece-lo. No dia, ele falou em francês para a assistente que meu corpo era ideal e tinha as proporções perfeitas. Assustada, ela respondeu que eu entendia francês. Ele adorou e comemorou que não tinha falado algo de ruim sobre mim.”

Glamurama – E o seu dia a dia na Chanel, como é? 

Amanda – “Fico no estúdio o ano inteiro, fixa, de segunda à sexta. É um aprendizado incrível. O Karl desenha, valida as peças, sabe sobre tudo o que acontece na marca. É realmente uma das últimas empresas em que a direção criativa se concentra em apenas uma pessoa. Até por isso os fittings com ele são rápidos, não levam uma hora. O desenho dele é muito preciso. Sabe o que quer.”

Glamurama – Você e a Cris Herrmann, outra modelo brasileira, são o “corpo” da Chanel. Como é ter duas representantes do nosso país definindo as curvas de uma das marcas mais desejadas?

Amanda – “Sempre são duas pessoas provando, às vezes tem uma terceira, isso em época de desfile. A palavra não seria ‘definindo’, essa não é a questão. O grande objetivo é a proporção. É mais uma questão visual e pessoal, de personalidade mesmo porque passamos muito tempo junto com Karl e com a equipe. Ele se identifica com a gente. Há cinco anos trabalho com a Cris, que por acaso é brasileira. Mas já tive duplas de todos os lugares do mundo”.

Glamurama – Qual a relação de vocês (Amanda e Cris)? 

Amanda – “Eu levo muito para a vida pessoal. Passo mais tempo com a Chanel do que com minha família. Eu a Cris somos muito amigas, é uma amizade sincera que não tive com outras modelos. Com o Karl também tenho uma relação próxima, de muito carinho e respeito. Ele conhece a minha história, acompanha minha evolução, conhece meu filho. É um respeito mútuo”.

Glamurama – Por ser modelo, deve seguir uma dieta saudável. Como funciona? 

Amanda – “Minha dieta é baseada em muita sorte. Se hoje tivesse que fazer muito esforço para ficar com o mesmo peso não daria certo. É genética. Meu corpo nunca mudou em 18 anos, tenho as mesma medidas. Tive filho e quando voltei de licença meu corpo estava igual. A maioria das pessoas fala ‘ah, tá’, mas isso existe. Porém não é regra. Sou saudável, mas não presto muita atenção. Como o que tenho vontade, amo batata frita. Mas compenso não comendo sempre, nem em quantidades astronômicas. Meu único exercício é caminhar por Paris no dia a dia.”

G – E seu visual, muda de acordo com o estilo de vida?

A – “Totalmente. Tenho 1,78  e faço tudo de tênis, uso pouco salto, vivo de Vans. Paris é muito à vontade com esse mood. Eu me visto para me sentir bem. Saio de manhã para trabalhar do mesmo jeito que me visto para sair ou comprar pão. Têm peças que sempre uso: saia midi plissada, camiseta e tênis. Quando estou em dúvida vou de camisa branca com jeans, bolsa e acessório. Gosto de me vestir sabendo que posso emendar o trabalho em um compromisso mais tarde. Aprendi com a convivência na Chanel e em Paris também. Meu estilo foi evoluindo.”

Amanda nos estúdios da Chanel || Créditos: Reprodução Instagram

Glamurama – Você está com mais algum projeto? O que mais anda fazendo?

Amanda – “Estou 100% modelando. Projetos sempre rolam, mas por enquanto nenhum que me impeça de fazer o que faço hoje. Gosto muito do trabalho e do que construí. Não mudaria nada, parar não é uma opção. Meu maior projeto é construir um futuro com eles.”

Glamurama – E sua vida vida pessoal? 

Amanda –  “Tenho um filho de 12 anos e criá-lo em Paris é mais fácil do que em outro lugar. Meu trabalho também é flexível, não viajo o tempo todo, então consigo acompanhá-lo, levar na escola. Paris é uma das cidade mais incríveis para se viver e dificilmente moraria em outro lugar. Adotei Paris e Paris me adotou. A riqueza cultural é um luxo que talvez os adolescentes ainda não tenham noção. Moro bem pertinho do Pompidou (Museu) e quase todo final de semana passamos lá onde ele faz curso de desenho. Fui casada por 13 anos e quando me separei queria ter a minha casa, liberdade e que as escolhas diárias fossem só minhas. Quando voltei a namorar adaptei para um estilo parisiense de amor com cada um em sua casa, uma relação independente”.

Para a Forbes americana, Amanda compartilhou seus endereços favoritos na cidade do amor. Anota aí.

1- La Tresorerie, uma loja de design genial. “Eu posso passar horas lá e é quase impossível deixar este lugar de mãos vazias.”

2- Thanks God I’m a vip loja vintage. “Uma das minhas favoritas onde sempre dá para encontrar algo especial e único. Eu amo a coleção de vestidos deles da Maison Chateigner.”

3- Fine mercearia. “Onde você encontra uma seleção dos melhores produtos de pequenos produtores da França e da Itália. Você pode comprar comida italiana preparada na hora pelo chef italiano Michele. Delicioso!”

4- Brigitte Tanaka pequena loja que mistura Paris e Tóquio. “Eu estou completamente viciada! É o lugar perfeito para encontrar um presente especial e inusitado.”

5- Galignani livraria favorita em Paris. “É um prazer escolher livros neste lugar lindo. Você pode encontrar versões em francês e inglês, uma grande variedade de obras de arte e uma ótima seção para crianças.”

6- Astier de Villate, na Saint Honoré, loja “É maravilhosa. Todas as cerâmicas são de morrer! Toda vez que eu passo, compro uma peça e já tenho uma grande coleção. É simples e sofisticado. Também é um lugar perfeito para encontrar um presente.”

7- La Belle Époque, restaurante. “Este moderno restaurante é um bistrô parisiense muito agradável, o ambiente é sempre fresco, muito aconchegante e tão francês.”

8- No Marais fica a Benedict. “Meu lugar favorito para um brunch nos fins de semana. Os melhores ovos benedict da cidade!”

9 – Centre Pompidou, museu “Fica a apenas dois passos da minha casa, vou lá o tempo todo para ver as novas exposições ou apenas para olhar a coleção permanente mais uma vez. A arquitetura deste museu é incrível e tem uma vista deslumbrante de Paris.”

10 – Anahi, restaurante argentino “Fica localizado em um antigo açougue. É charmoso e tem a melhor carne e margaritas da cidade.”

11- Starcow, loja de roupas. “Onde você pode encontrar a bolsa de palha que está procurando e ninguém mais tem. É o lugar que eu vou para garimpar Vans especiais. Tem também o Gloria, meu restaurante secreto quando estou com saudades de casa e quero uma comida brasileira. É um bistropical. A mistura perfeita entre um bistrô parisiense e a culinária brasileira.”

Fonte oficial: Glamurama

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