Conheça as causas e tratamentos para a acne, problema de pele que atinge metade da população adulta – GQ

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Na adolescência, os problemas com acne são unanimidade, 90% dos jovens apresentam a condição. Já na vida adulta, metade da população sofre com a acne. Embora pesquisadores estejam testando uma vacina contra a acne, por enquanto a única solução é trata-las dermatologicamente. A dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD) diz quais são as causas e tratamentos para a acne.

Causas e prevenção

“Quando se fala em tratamento, o primeiro passo é propor uma rotina investigativa para descobrir se há histórico familiar, se tem origem na adolescência (uma abordagem diferenciada), ou se é acne adulta, por estress, enfim, a diagnose vai ajudar a tratar”, diz a médica.

No caso dos adolescentes, o surgimento da acne está associado, quase sempre, à formação de muita queratina, que acaba obstruindo o folículo piloso. “As glândulas sebáceas, neste caso, são extremamente produtoras, há uma grande formação de ácidos graxos, o que alimenta a flora bacteriana, o Propionibacterium acnes, que é o grande responsável pela patologia quando ela é inflamatória e infecciosa”, afirma a dermatologista. Vale destacar ainda que a secreção sebácea depende da ação de hormônios androgênicos, dessa forma, é justamente na puberdade que ocorre o seu crescimento e observa-se, então, o aumento de secreção da glândula.

Contudo, independentemente da adolescência, a presença da acne pode estar relacionada ao consumo de alimentos com alto índice glicêmico, que colaboram para a hiperprodução sebácea; além disso, situações de estresse também estão relacionadas ao aparecimento da acne, uma vez pode ocorrer descarga de adrenalina na corrente sanguínea.
Erupções acneiformes também podem surgir devido ao uso de drogas (tabagismo, medicamentos, etc.), produtos cosméticos e filtro solar com veículo não adequado, calor e exposição a agentes químicos, uso de roupas sintéticas ou produtos de contato com a pele tendem a causar essas erupções. A Dra. Valéria lembra que acne em adultos é considerada hoje uma patologia à parte.

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Tratamentos

A dermatologista explica que além do uso habitual da Isotretinoína e o uso dos probióticos, alternados com os ácidos com a vitamina C (nicotinamida e azeloglicina) e Vitamina A, é possível utilizar o Hidroxitirosol por via oral e tópica e peróxido de benzoíla. “Trata-se de uma substância que é usada com sucesso hoje em dia, que ajuda muito no controle inflamatório da patologia”, afirma a dermatologista. Além disso, a utilização do LED de luz azul também é bem-vinda. “Esse recurso tem uma ação bacteriostática muito importante, que faz um controle cicatricial, anti-inflamatório e com melhora da pigmentação, que invariavelmente permanece, quando uma lesão perdura por mais tempo.

Outra opção para complementar esse tratamento é usar a luz infrared, que tem um potencial cicatricial, calmante e anti-inflamatório”, afirma. É possível ainda utilizar a técnica de Drug Delivery, onde microagulhas perfuram a pele e substâncias antibacterianas e antiacne são aplicadas por estes canais de entrada abertos pelas agulhas, assim sendo depositadas nas camadas mais profundas da pele.

Quando surgem as cicatrizes, outro problema estético que mexe com a autoestima e é comum em quem teve acne por muito tempo, o microagulhamento de ouro é uma opção que propicia resultados eficazes. “O tratamento com microagulhamento não tira o paciente da rotina e é pouco doloroso. Com isso, é feito o reparo e estimulação desse colágeno que foi danificado pelo próprio processo inflamatório que destruiu o tecido de boa qualidade local”, afirma. O microagulhamento, segundo a dermatologista, é ideal para tratar casos de cicatrizes profundas ou superficiais.

Fonte oficial: GQ

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