Conheça as nossas apostas para o mundo da moda em 2019 – GQ

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A moda brasileira se renova com estilos diferetntes e modelos de negócio que dão de ombros para o frenesi da grande indústria. Com drops precisos de produto ou com um slow fashion assumido, nossas apostas da estação estão prontas para voar.

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Considerada por veículos internacionais como uma das marcas brasileiras mais promissoras, a Piet tem como missão apresentar uma moda utilitária, comportamental, com consciência e senso crítico. A marca surgiu em 2012 por uma razão bastante comum: a carência de um grupo de amigos na busca pelas roupas ideais. Um dos principais acertos do criador Pedro Andrade é o desenho à mão com o qual começa a projetar as estampas do streetwear sofisticado da marca. “Para mim, o processo dos desenhos à mão é crucial para o desenvolvimento criativo”, conta Pedro à GQ Style. A técnica torna o seu trabalho ainda mais especial.

Rising (Foto: Divulgação)

E o reconhecimento chegou: a Piet passa a integrar o line up do São Paulo Fashion Week, este mês. Um palco à altura do conteúdo que a marca produz e que já é sucesso até em Singapura. Apesar de ter recém-lançado a coleção “Atmosphere” – com direito a pop up store no centro de São Paulo -, Pedro vai apresentar um conjunto de peças totalmente novo para o desafio. Batizada de “Montanha”, a coleção faz uma viagem aos primórdios da Piet e resgata elementos como o logo de estreia. Itens esportivos se juntarão a uma alfaiataria clássica, novidade no repertório. Podemos esperar, então, por um streetwear ainda mais maduro.

Ligado no 220 quando a questão é criar, Pedro já tem planos para uma linha infantil “A ideia surgiu depois de inúmeros pedidos de clientes”, revela. Além disso, lança no final do ano uma coleção com a gigante C&A e também uma extensão para a linha de lifestyle da Piet que inclui porta-lápis e estojos de couro. “Meus próximos passos envolvem produtos que vão além da moda”.

O paulista de avós japoneses Alex Kazuo virou estilista quase por acaso, quando apanhou um bocado de tecidos e alfinetou algumas peças para ir a uma festa com dois amigos. O episódio dá pista sobre como, na verdade, ele prefere ser chamado: costureiro. “Costurar é o que eu faço na maior parte do tempo”, diz à GQ Style. Justo. Ele já foi assistente de Samuel Cirnansck e fez figurinos para teatro, mas foi quando ganhou uma máquina usada e um livro de modelagem de uma amiga que decidiu dar vida a algo mais concreto.

Alex Kazuo- Casa de Criadores- Verao 2019Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE (Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE)
Alex Kazuo- Casa de Criadores- Verao 2019Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE (Foto: Marcelo Soubhia/ FOTOSITE)

Apesar de ter mais de 15 anos de carreira, seu trabalho passou a ganhar mais visibilidade apenas em 2016, quando debutou na Casa de Criadores. “Antes eu não desenvolvia coleções, eu trabalhava somente desenvolvendo peças exclusivas para cada cliente. Agora, com os desfiles, eu preciso me organizar para apresentar uma coleção, que é um projeto maior e precisa ter unidade”, revela o designer. “Agora, mais do que uma roupa, eu apresento um estilo”. E que estilo!

Peças predominantemente pretas compõem uma alfaiataria contemporânea e com DNA japonista criada a partir da técnica de moulage e que “veste pessoas modernas, elegantes, gentis e sem preconceitos”. São sustentáveis também. Atitudes ecofriendly sempre fizeram parte de seu lifestyle. No início, comprava peças de brechós para customizar ou reaproveitar os tecidos. Hoje, prefere fibras orgânicas e tecidos de descarte para criar peças inspiradas da natureza. O assunto é tão sério que Alex transferiu seu ateliê para a fazenda de uma amiga, no interior de São Paulo. “Estar próximo da natureza é inspirador e um privilégio”, conta. Seu maior desafio é aumentar a produção. Ele ainda produz tudo sozinho. Puro slow fashion.

Fonte oficial: GQ

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