Conheça o Teto Preto, coletivo que transforma a noite em palco de resistência – GQ

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Não se define o Teto Preto pelo seu som ou pelo o que ele é, mas sim pelo o que ele representa: “Resistência”. Nascido dentro da festa paulistana Mamba Negra, o grupo é “uma maneira de expressar a identidade mais ácida, política e libertária da Mamba”, conta Laura Diaz, produtora e vocalista. Formado ainda por Pedro Zopelar, Loïc Koutana, Sávio de Queiroz e Bica, atualmente o coletivo está com um disco independente nas plataformas de streaming, o Pedra Preta, que merece audição cuidadosa.

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O quinteto sempre deixa fortes impressões por onde passa. Suas performances são difíceis de explicar, mas talvez não precise, já que o que eles querem mesmo é fazer você senti-las. Nesse percurso, alguns momentos históricos impactaram não só a audiência, mas também eles mesmos. “Cada show é diferente e também um risco por colocarmos nossas caras à tapa. Lembro quando nos apresentamos quatro dias depois da morte de Marielle [Franco], no Rio de Janeiro, e sabíamos que aquele momento era importante pelo que tinha ocorrido. Todos estavam à flor da pele, não sabíamos como as pessoas reagiriam. Loïc entrou amarrado no palco e levamos 13 rosas, uma para cada tiro dado em Marielle. Foi muito representativo para nós e muito intenso”.

Intenso é um adjetivo para descrever o Teto Preto, mas não o único. Fundamental também é outro, considerando o cenário atual do Brasil e do mundo.

Styling Gustavo José; Grooming Marilio Bitarello; Assistente De Fotografia Wallace Costa; Produção Executiva Flavia Fraccaroli; Agradecimento Caracol Bar

Fonte oficial: GQ

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