Conheça os restaurantes que estão mudando a culinária vegana no Brasil – GQ

9

Quando frequentam restaurantes que não tem carne, as pessoas ajustam as expectativas para menos, se dão por satisfeitas, fazem uma concessão”. Com essa declaração, o chef carioca Daniel Biron ecoa o que muita gente pensa. Restaurantes veganos – aqueles ainda mais radicais do que os vegetarianos porque não usam nenhuma proteína animal (nem sequer leite ou ovos) – não têm boa fama no Brasil. Primeiro porque nunca houve nenhum que servisse uma comida extraordinária e, segundo, por serem vistos como lugares naturebas frequentados por ripongas e iogues.

+ Impacto ambiental: carnívoros e vegetarianos precisam se tornar veganos?

+ Um guia rápido para você virar (quase) vegano

Biron, vegetariano há 14 anos e vegano há 11, faz parte de uma galera que chegou para mudar essa má imagem e melhorar o nível dos veganos do eixo Rio-São Paulo. Com seu amigo Daniel Oelsner (vegano há dois anos), ele abriu em Ipanema o bacaníssimo Teva, que ganhará no fim do mês uma filial paulistana em Pinheiros, devido ao tamanho sucesso. “Rotular de zen, riponga ou natureba é um desserviço ao vegetarianismo porque acaba mantendo aquele ranço de que as pessoas que frequentam veganos têm que praticar ioga e ter uma vida saudável”, diz Biron. O estereótipo do restaurante vegano – zen, alternativo, só abre para almoço, geralmente serve comida em bufê
e/ou a quilo – é o exato oposto do que Oelsner e Biron buscam com o
Teva, que eles chamam de bar de vegetais e que contará com ótima coquetelaria, além de opções de vinhos orgânicos.

+ 5 proteínas vegetais que substituem facilmente o whey pós treino

Também este mês São Paulo vai ganhar outro vegano cool. A primeira filial no Brasil da rede de restaurantes casuais Plantmade vai ajudar a dar novos ares à cena vegana. Quem assina o menu é o chef-celebridade americano Matthew Kenney, uma espécie de Jamie Oliver dos vegetais com 18 restaurantes ao redor do mundo e oito livros publicados. Os investidores e representantes de Kenney no Brasil são o casal Dani e Fábio Zukerman.

“A gente era caçador de estrelas Michelin, nossas viagens eram baseadas nos restaurantes onde a gente queria jantar”, conta ela. Comiam de tudo e chegaram até a ter um restaurante de frutos do mar no Nordeste. Mas aí ela se converteu ao veganismo seis anos atrás. “Meu marido, que era obeso, viu que minha energia mudou, minha saúde melhorou e eu rejuvenesci e percebeu que ia ficar pra trás se não viesse na minha”, conta. Dois cozinheiros brasileiros treinados em Miami e Venice Beach pelo time de Kenney estão preparando o menu e adaptando receitas desde julho.

Com a chegada do Teva e do Plantmade, o veganismo em São Paulo mudará totalmente de figura – e para melhor. Eles juntam-se a outros negócios relativamente novos de outros “novos crentes”. Há o Purana, da apresentadora da GNT Alana Rox, por exemplo, “um templo de cura disfarçado de restaurante” com lounge para descanso, sala de meditação e sala de cursos “dentro do contexto de sustentabilidade e extensão da consciência”, como ela explica. E há também os doces veganos da conhecida patissière Mara Mello, da linha SweetFit que ela acaba de lançar. Há até, acredite se quiser, um japonês vegano bastante bom, o Sushimar, nos Jardins, onde servem sushis incríveis de edamame, cogumelos, aspargos, abacate etc. O Rio de Janeiro também tem hoje em dia uns veganos sacados além do Teva, como o .Org da chef televisiva Tati Lund.

+ Ofertas Amazon: Loja Cozinha – utensílios, eletros e muito mais

Fomos da água ao vinho: finalmente dá para ir a um restaurante vegano sem medo – coma você carne ou não. Afinal, essa nova leva de restaurateurs quer conquistar clientes muito além do vegano estereotipado que faz retiros na Índia, pratica ioga e prega uma vida saudável. Eles querem abrir a cozinha vegana para todo mundo e provar que até carnívoros podem achá-la deliciosa. Já era hora.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários