Conheça Rodrigo Sá, o DJ de todos os ritmos – GQ

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Rodrigo Sá (Foto: Divulgação)

O cara é cantor, compositor, multi-instrumentista e DJ. Rodrigo Sá agita diversas festas espalhadas pelo Brasil com uma sonoridade brasileira e criatividade em composições e releituras.

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O músico bateu nesta semana um papo exclusivo com a GQ. Ele falou sobre sua carreira, sonhos e também estilo – não só o musical. Confira como foi a conversa:

GQ Brasil: Conte pra gente o início de sua história. Quando começou a se apaixonar pela música?
Rodrigo Sá: Meu pai toca violão num grupo de amigos há mais de 40 anos. E, quando chegava em casa, meu pai colocava os discos do Caetano, Gil para a gente ouvir. A música sempre esteve presente na minha casa, na minha vida. Eu comecei a trilhar minha jornada musical na capoeira. Desde criança eu tocava berimbau e outros instrumentos nas rodas. Quando eu tinha 18 anos, e já era formado em teatro e cinema, fui chamado para tocar berimbau numa banda de forró, e depois virei percussionista neste grupo. Daí pra frente, foram cinco anos de muitos shows e uma escola incrível. Foi neste período que a música e esta rotina me pegaram mesmo.

GQ Brasil: Quem são suas maiores inspirações?
Rodrigo Sá:
Eu sou muito eclético. Eu tive fases de escutar muito Bob Marley, depois Stevie Wonder, muita música brasileira… passando por Elba Ramalho e Roberto Carlos. Gosto do funk old school também. Mais tarde mergulhei na música eletrônica e cada um destes ritmos me ajudou muito a chegar na sonoridade que enxergo ideal pra mim.


Rodrigo Sá (Foto: Divulgação)

GQ Brasil: De onde surgiu a ideia de fazer um remix Descobridor dos sete mares?
Rodrigo Sá
: Tim Maia já vem aparecendo no repertório dos meus shows há um tempo. E ele funciona como um abre alas, deixa todo mundo com a energia lá em cima. Eu já tinha gravado ela, mas à época não fiquei satisfeito com o resultado. Também não consegui pegar a liberação para lançar e deixei engavetada. Recentemente resolvi fazer alguns retoques finais com o Leo Cury e Marco Hanna (WhyNot) e lançamos. O feedback da galera tá muito bom e isso nos deixa muito felizes.

GQ Brasil: Como é a rotina de um DJ? É cansativa? Como você lida com ela?
Rodrigo Sá:
Eu vou à academia pela manhã praticamente todos os dias – de segunda a sexta. É tudo meio natural. Eu não posso fazer muita coisa antes das apresentações porque além de tocar, eu canto. Por causa das minhas cordas vocais eu dou uma maneirada. No mais, a rotina de DJ requer muito estudo e atualizações de repertório.

GQ Brasil: Quão fundamental é o papel da internet/redes sociais no seu trabalho?
Rodrigo Sá: Mudou muito, né. Hoje em dia eu acho que é muito mais direto. O artista não precisa passar por tantos obstáculos para lançar uma música. Ele pode produzir a música em casa, pegar uma distribuidora digital para promover a canção. Hoje também quanto mais você tiver a sua verdade, melhor. O cara tem um grupo de samba e grava rap. Pô, grava o samba. Quanto mais você mostrar sua essência, mais bacana será. Tem uma galera muito boa fazendo música e a internet está aí pra ajudar todo mundo.

GQ Brasil:Como estamos na GQ esta pergunta não poderia faltar. O que não pode faltar no seu guarda-roupas?
Rodrigo Sá: Um terno sob medida eu acho que todo homem tem que ter. Nos meus shows, eu tive uma época que gostava de usar roupas numa pegada mais old school… Colete, gravata. Hoje eu uso mais camisas, algo mais leve.

Aí vão alguns drops curiosos de sua carreira:

A apresentação da sua vida
A Rio Sunset – festa do carnaval carioca. Tocar para 3 mil pessoas nesta festa, que é open bar, à tarde, vendo o Cristo… é sensacional

A colaboração dos sonhos
Como cantor, Gilberto Gil seria um cara incrível. Gravar uma história com ele tocando berimbau seria maravilhoso.

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Fonte oficial: GQ

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