Direto de Miami, Maluma lidera uma nova onda de latinidades – GQ

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Maluma: Look Dolce & Gabbana e joias Emanuele Biccochi (Foto: Danielle Levitt)

Estamos em Miami, a capital da cultura latina nos Estados Unidos, e aos 25 anos de idade, Maluma é o galã da cidade, uma estrela carismática com 45 milhões de seguidores no Instagram e bilhões de visualizações no YouTube. O músico nasceu Juan Luis Londoño Arias e cresceu em Medellín, na Colômbia, mas Miami é um centro para estrelas como ele, um dos principais mercados para a nova onda de latinidades. “Aqui você realmente sente a cultura latina”, comenta. “E todo mundo está prestando atenção”, admite, observando que, embora seu país natal seja frequentemente visto como exótico e retratado como um paraíso das drogas, os artistas agora são capazes de mostrar um lado aspiracional. “Não estão só falando de Pablo Escobar.”

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Maluma claramente gosta de ser um objeto de desejo, mas descobriu que precisava procurar sanidade em outro lugar. Ele não faz mais festas como antes, preferindo um jantar com vinho a beber na balada – porque os rigores de sua carreira exigem disciplina. “Acordo às 7 da manhã”, avisa. “E como comida integral”. E permaneceu próximo a sua família. Criou o nome artístico Maluma combinando as letras dos nomes de sua mãe, Marlli, seu pai, Luis, e sua irmã, Manuela, e usa um pingente com uma foto antiga de sua família gravada em rosa-choque em volta do pescoço (em uma corrente de diamantes). Ultimamente, vê Maluma como um personagem separado de Juan Luis Londoño Arias, para encontrar espaço para si em um mundo que quer devorar cada parte dele. “Você representa este papel para ter uma boa vida, mas sabe que isso tudo não vai durar. Você pode ter todas essas coisas materiais, mas quando morre, não as leva. Nada dura para sempre.” 

A fama também deixa clara sua missão. Ele me surpreende quando eu lhe pergunto se espera ter sucesso em inglês. “Há um ano, fui para Los Angeles e trabalhei com os maiores produtores da música. Scott Storch, Timbaland, Max Martini”, recorda. “Senti-me pressionado, porque eles me disseram que tinha que gravar em inglês. Fiz todas aquelas músicas e as amei, mas não estava sentindo minha essência. Decidi que continuaria cantando em espanhol.” Acabo descobrindo que a pergunta é errada, pois ela se baseia na noção antiquada de que um apelo direto ao público da língua inglesa deve ser sagrado.

Embora Maluma seja fluente em inglês, não vê as conquistas dessa maneira. Ele já é uma das maiores estrelas do mundo, um emblema otimista das barreiras dissolventes do pop. O sucesso maciço no mundo hispânico não é sucesso de nicho, é sucesso. Ponto final. “Quero quebrar barreiras com a minha língua, ser conhecido como um artista latino”, afirma. “Quero chegar o mais longe que puder.”

Mais longe ainda é possível. Ele fechou uma comédia romântica com sua amiga Jennifer Lopez chamada Marry Me (Case Comigo). Embora seja seu primeiro papel no cinema, lembra que, desde a infância, quis ser ator, e está mergulhando de cabeça nesse novo papel. “Já tinha recebido ofertas para aparecer na TV, ou  no cinema não como personagem principal, e pensei: ‘Vou esperar a hora certa’”. Então, sem sombra de dúvida, ele sabe: “Este é o seu momento.”

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Fonte oficial: GQ

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