Diretor criativo do novo palco de eletrônica no Rock in Rio fala sobre a cena do dance music no festival – GQ

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O palco New Dance Order, no Rock in Rio (Foto: Divulgação)

Foi dado o start em mais uma edição de Rock in Rio. Este ano, os sete dias de show entre 27 de setembro e 6 de outubro estão recheados com nomes como Drake, Foo Fighters, Jessie J, Elza Soares e Iza, só para citar alguns. Mas o que está chamando a atenção em 2019 é o palco de música eletrônica.

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Totalmente reformulado, o New Dance Order receberá 64 artistas para comandar as picapes. Vintage Culture, DJ Marlboro, Marian Flow, Tropikillaz, Robin Schultz e outros colocarão o público para dançar até às 4h da manhã na Cidade do Rock.

Claudio Rocha Miranda, diretor criativo do palco, conta que a seleção foi um grande mix de artistas super consagrados e antigos. “A cultura de Dance Music no país e no mundo não para de crescer, e o festival tinha um espaço para inovar”, disse à GQ Brasil sobre o impacto do ritmo musical no Rock in Rio.

Com uma estrutura de 65 metros de extensão, 24 metros de altura, 560 metros quadrados de LED screen, o New Dance Order foi inspirado em inteligência artificial e futuro. Quem estiver de frente para o palco deve se sentir em 2085. “New Dance Order trata-se de uma grande experiência inspirada numa história de ficção e possíveis futuros que se passa em 2085, 100 anos após o nascimento do festival. Nesta data, as inteligências artificiais tomam conta do planeta, isolando os humanos em ambientes simulados. Em um ponto, um que um grupo de humanos rebeldes denominados ‘New Dance Order’ conseguem enviar uma mensagem em forma de música ao presente, 2019, para avisar do perigo que a raça humana está correndo”, conta Rocha Miranda sobre a história do palco.


Claudio Rocha Miranda, diretor criativo do New Dance Order (Foto: Divulgação)

Leia o bate-papo completo com Claudio Rocha Miranda, diretor criativo do palco New Dance Order, abaixo:

GQ Brasil: O NDO terá 64 apresentações! Como foi a curadoria de artistas para o palco este ano? Vocês pensaram em abrir as portas para novos talentos?

Claudio Rocha Miranda: O Brasil vive um momento ímpar quando o assunto é Dance Music. Há uma nova geração já com uma enorme legião de fãs, shows por todo o país e já com uma bagagem importante, apesar da pouca idade. A seleção foi um grande mix entre artistas super consagrados ou antigos, com Vintage Culture e DJ MEME e novos talentos, como Liu e Jord, por exemplo.

GQ Brasil: O público que curte música eletrônica está cada vez maior. Como isso impacta o Rock in Rio?

Claudio Rocha Miranda: O Rock in Rio é um festival para a família e com atrações para todas as tribos e idades. A cultura de dance music no país e no mundo não para de crescer, e o festival tinha um espaço para inovar e melhorar o aproveitamento.

GQ Brasil: Qual é o tema do palco este ano? E por que tal tema foi escolhido?

Claudio Rocha Miranda: É um projeto novo, que veio substituir e ressignificar o espaço do antigo Palco Eletrônica. Chama-se New Dance Order e trata-se de uma grande experiência inspirada numa história de ficção e possíveis futuros que se passa em 2085, 100 anos após o nascimento do festival. Nesta data, as inteligências artificiais tomam conta do planeta, isolando os humanos em ambientes simulados. Em um ponto, um que um grupo de humanos rebeldes denominados ‘New Dance Order’ conseguem enviar uma mensagem em forma de música ao presente, 2019, para avisar do perigo que a raça humana está correndo. A história foi contada através de uma websérie em 4 curta metragens de uma animação – que está disponível no site do Rock in Rio – onde os personagens e conteúdo ganham vida no palco ao vivo durante o festival.

GQ Brasil: O DJ Marlboro vai tocar no NDO. Por que decidiram adicionar um ícone brasileiro das picapes ao palco? Espera trazer também um público mais velho para o palco eletrônico, que tem majoritariamente um público mais jovem nos festivais, com essa escolha?

Claudio Rocha Miranda: A Dance Music agrada as gerações mais novas e também as mais velhas, que viram o gênero explodir no início dos anos 2000. Na Europa, o gênero é experimentado até o fim da vida, faz parte da cultura musical dos países. Tenho 41 anos e penso que no Brasil já há uma geração que viveu este boom no início do século e que vai levar a paixão por essa música pra vida inteira. Tenho certeza que teremos públicos de todas as idades na estreia do New Dance Order, no Rock in Rio 2019.

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Fonte oficial: GQ

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