DJ Marcelo Botelho abre bastidores de festas dos famosos: ‘Com U2 foi uma festa para inglês ver’ – GQ

8

Marcelo Botelho (Foto: divulgação)

Daria para resumir a carreira de mais de 20 anos de Marcelo Botelho como DJ dizendo que, depois de se formar publicitário, ele jogou o espírito marqueteiro para o alto e partiu para as picapes. Mas a real não é tão simples assim. A paixão pela música quando criança, o toca-discos que ganhou dos pais na década de 1990 e inclusive o curso cheio de análises de mercado que formaram, todos juntos, este DJ e empresário.

Hoje, Marcelo é conhecido como o cara que já tocou com will.i.am e para Amy Winehouse, U2 e Mick Jagger. Ele ainda é o nome dos casamentos estrelados e dos grandes eventos, agitando noivos como Helena Bordon e Humberto Meirelles, as personalidades do Baile da Vogue e os baladeiros do Réveillon de Trancoso. Como se não bastasse o currículo, e os convites para tocar no México, Itália e Espanha, é também um dos donos da Briefing, que conta com um leque de 30 novos DJs focados minuciosamente para atender o mercado de festas, que vai do social ao corporativo, respeitando sempre como o cliente quer dançar.

O fator em comum para todos os trabalhos? “Nunca parei de estudar”, conta. “É preciso não só ouvir muita música como também ouvir o seu público. Se no passado você escutava uma faixa nova só porque o DJ colocava na pista, hoje a facilidade de acesso cria um público que sabe o que quer e o que gosta de escutar”. Com esse ouvido esperto, constrói cada set. Para Jagger, nada de rock ou hit dos Rolling Stones, mas sim muito reggae, soul e groove, como o artista adora. “Já com o U2 foi uma festa para inglês ver”, brinca, uma vez que a pista ficou pequena para os irlandeses que só querem saber de rock britânico dos anos 1980. O guitarrista The Edge e o cantor Noel Gallagher, que também estava presente, se jogaram e não foi pouco.

Nos casamentos, a lógica é parecida. “Trabalho com 30% de música que os noivos escolhem e com 70% que eu proponho, a partir do que eles gostam de ouvir”, explica. “Não é todo DJ que consegue tocar em casamento, porque é um trabalho complicado, mesmo que um grande exercício”. O objetivo é sempre o match bom para as duas partes, levando em conta a troca de repertórios. “Já toquei carimbó para um casal, em Belém do Pará, e até arrocha para outro, em Recife”, ele lembra.

Acompanha tudo de GQ? Agora você pode ler as edições e matérias exclusivas no Globo Mais,o app com conteúdo para todos os momentos do seu dia. Baixe agora!

Gostou da nossa matéria? Clique aqui para assinar a nossa newsletter e receba mais conteúdos.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários