Donica promete revolução em novo álbum: “muda tudo” – GQ

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A Banda Dônica, que tem como um dos integrantes Tom, filho caçula de Caetano Veloso, se prepara para lançar o seu segundo disco, “Itamonte”, nos próximos meses.

Em entrevista exclusiva à GQ, o vocalista José Ibarra falou sobre o projeito e prometeu uma revolução no som da banda: “muda tudo”, diz ele.

“Individualmente, cada um começou a seguir seus próprios passos em direções diferentes e isso, sem dúvida, afetou o som da banda”, completa.

Confira abaixo a entrevista na íntegra.

O que muda nesse album?

Tudo (risos). Mas tudo mesmo. Nós mudamos imensamente desde o primeiro album. Já faz muito tempo, foi em 2015, imagina. Individualmente, cada um começou a seguir seus próprios passos em direções diferentes e isso, sem dúvida, afetou o som da banda. O que o publico pode esperar? Algo bem novo para nós, talvez possamos considerar esse disco bem mais experimental do que o primeiro. O outro tinhamos muito mais certeza do que queriamos, agora não, agora estamos realmente experimentando e tentando encontrar um novo lugar, já que o outro não funcionava mais.

Como foi a saida do Deco?

A saída do Deco foi muito tranquila pra nós e pra ele. Agora ele é chef de cozinha! Bom demais. Ele não está distante, sempre nos vemos e quando tem reuniãozinha na casa dele, ele cozinha pra nós (risos). Deco, antes de ser baterista da banda, ele é nosso amigo. Desde sempre e acredito que para sempre.

Como os projetos (e quais) pessoais de vocês contribuem pro som da Donica?

É de forma muito natural, sem dúvidas, a ponto que chega a ser imperceptível. Mas a verdade é que tudo o que acontece em nossas vidas afeta o som da banda, de uma maneira ou de outra. Quanto aos projetos, Tom e Lucas estão fazendo a turnê do Ofertório com Caetano, Miguima está compondo a trilha sonora para uma adaptação de Macbeth dirigida por Moacyr Góes e José está pensando em seu projeto solo.

Banda Donica (Foto: a)

Todos vocês são naturalmente pessoas com estilo, o que influencia a maneira em como voces se vestem?

Primeiramente, atribuimos aos nossos pais que foram o pontapé inicial nessa união. Mas mesmo assim temos um gosto muito diverso nas nossas influencias. Sempre ouvimos de tudo, mas hoje em dia eu e Lucas  temos amado e admirado cada vez mais a música pop. A canção, a música pra se cantar ou dançar. O poder das megaproduções e essas coisas grandiosas que existem por aí. Sem contar com os clássicos da MPB, que todos amam. O Tom caminha mais por essas influencias. Já o Miguel gosta de metal.

Muitos falam que o som de vocês é maduro, ainda por cima tendo em mente a idade de vocês. A quem vocês atribuem a influencia musical que carregam?

Eu (Zé), sempre ouvi de tudo mas hoje em dia tenho amado e admirado cada vez mais a música pop. A canção, a música pra se cantar ou dançar. O poder das mega produções e essas coisas grandiosas que existem por ai. Tem mexido comigo cada vez mais e pretendo começar a experimentar de uma maneira mais forte por esse ambiente.

Capa de Itamonte, novo disco da Donica (Foto: reprodução)

Qual foi a principal mudança no processo de produção do segundo disco?

A principal diferença com certeza é que esse disco foi feito num estúdio de gravação, ou seja, compusemos as músicas e os arranjos ao mesmo tempo em que gravamos. Essa dinâmica por si só já é muito diferente do primeiro disco, que tocamos na estrada durante 3 anos. Os arranjos foram sendo trabalhados durante muito tempo, sendo maturados ate chegar num lugar em que ficassemos satisfeito. Agora é “pa-pum”, teve a ideia, gravando e foi. Muito maneiro, mas dá um pouco de medo daquilo não ser o melhor que poderia ser, e com certeza não é, mas tem seu valor também.

Com quem vocês sonham em trabalhar?

Putz, com muita gente, né! Já tivemos o prazer de tocar ou estar perto de muitos deles, gravamos uma musica com o Milton, que foi um dos momentos mais incríveis de toda nossa carreira, uma honra de todo tamanho. No Rock In Rio, tocamos também com o Arthur Verocai, que é uma grande influência pra nós, e sem falar do Caetano e do Gil, que estão sempre por perto. Não tem como eleger um artista específicamente, admiramos muita gente.

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Fonte oficial: GQ

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