“É bom fazer parte da história do cinema”, diz Sam Neill – GQ

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Quando Jurassic Park – Parque dos Dinossauros estreou em 1993, uma nova era começava no cinema. O filme de Steven Spielberg é considerado um divisor de águas quando se fala em tecnologia: foram criados dinossauros com bonecos mecanizados e ainda uma variação mais sofisticada do stop motion (técnica de animação). Além disso, o longa apresentava o que havia de mais avançado nas pesquisas sobre o tema, e a paleontologia virou assunto nas rodas de conversa.

Passados 25 anos, o clássico de Steven Spielberg virou uma franquia bem-sucedida – o quinto filme, Jurassic World: Reino Ameaçado, com direção de J.A. Bayona e produção de Spielberg, já estreou no Estados Unidos batendo recordes de bilheteria e chega aos cinemas brasileiros em pré-estreias a partir desta quinta, 14 (a estreia oficial será no dia 21). Renovado, mas com um pé no filme original, o novo longa trouxe à tona o nome do veterano Sam Neill, protagonista de Jurassic Park – ele fez também o terceiro filme da série –, que estava cotado para a nova produção. Mas o ator irlandês acabou ficando de fora.

“Havia uma expectativa, mas nada concreto. E está previsto um terceiro filme dessa nova fase de Jurassic World, então tudo pode acontecer”, despistou Sam Neill, em entrevista exclusiva à GQ durante o Festival de Veneza.

Sam Neill (Foto: getty images)

Neill, que esteve em Veneza lançando seu mais recente longa, Sweet Country (inédito no Brasil), não é daqueles que renega o passado. Aos 70 anos, fala com carinho do personagem Alan Grant, o paleontólogo que fugia do estereótipo dos mocinhos de filmes de ação. “Nunca fui galã. Fiz teste para ser James Bond depois que Roger Moore deixou a série, mas não aconteceu. Isso teria mudado minha carreira; certamente eu poderia entrar naquele grupo de atores de primeiro escalão. Teria perdido minha liberdade, então, ainda bem que não consegui o papel. Já o Dr. Alan Grant em Jurassic Park era o protagonista, mas não fazia o tipo galã. Aí estava a graça de interpretá-lo”, revela.

Sam Neill relembrou as filmagens que, segundo ele, eram diferentes de tudo que ele tinha vivido. “Contracenar com o cenário em fundo azul e ouvir o Steven (Spielberg) fazer os ruídos dos dinossauros no set são coisas que você não esquece. Foi uma experiência marcante e única na minha carreira”, relembra o ator, acrescentando que o clima nos bastidores era de muita amizade. “Eu, Laura Dern e Jeff Goldblum ficamos muitos amigos e fazíamos muitas brincadeiras. Era divertido estar ali no Havaí fazendo algo totalmente diferente. Mas não imaginava a dimensão que o filme teria”.

A repercussão de Jurassic Park, que resultou em uma trilogia e, agora, na renovação da franquia, ainda causa impacto no ator. “As pessoas lembram do filme e do personagem. Alan Grant está vivo na memória de uma geração que viu Jurassic Park e hoje seus filhos acompanham os novos filmes. Isso é incrível! Tem gente que me diz: “Jurassic Park foi o primeiro filme que assisti no cinema”. Eu penso como ele é importante para as pessoas e fico feliz de ter participado. É um trabalho que tenho boas lembranças e que mudou muita coisa na maneira de usar a tecnologia. E é bom fazer parte da história do cinema de alguma forma”, conclui..

Fonte oficial: GQ

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