Emilio Dantas: “Achei que eu tivesse descoberto o Raul Seixas” – GQ

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Em entrevista exclusiva para a GQ Brasil, Emilio Dantas –  capa de setembro junto com Fabrício Boliveira e Chay Suede – já cantou no teatro, teve banda na adolescência e hoje vive um cantor de axé na novela das 21h, Segundo Sol. O artista revela as origens dessa sua veia musical – e sua fascinação por Raul Seixas:

Sobre sua relação com a música
“Foi meu primeiro contato com a arte. Minha mãe gostava de cantar e minha avó também. E a família do meu pai fala muito alto [risos]. Esta riqueza de notas juntou o útil e o agradável e acabei criando muito gosto pela música, foi meio inevitável. E hoje não existe mais este lugar, que também é um preconceito, do ator/cantor. Não me considero cantor porque nunca vivi de música. Mas, de certa forma, é algo presente o tempo todo na minha vida e estou muito realizado neste lugar. Não quero ter uma banda de novo [ele fez parte da Mulher do Padre, que depois alterou o nome para Patuvê]. Ao mesmo tempo, não quero abrir mão de ser ‘ator barra cantor’.”

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Quando ouviu Raul Seixas
“Era criança. Na época, achei que ‘eu’ tivesse descoberto o Raul [que teve seu álbum, Metrô Linha 743, relançado este ano]. Caramba, era um segredo. Até então, só escutava os discos do meu pai. Lembro quando um amigo meu me mostrou o Ouro de Tolo [compacto simples de 1973] do Raul. Ouvi aquilo e, caraca bicho, me fascinou. Ficou como a minha ‘primeira descoberta’. Ainda ouço. E muito. Sempre que tem violão, a gente toca Raul. Ele tem arranjos incríveis.”

Dar vida a Cazuza nos palcos
“Para falar a verdade, era ignorante musicalmente para entender o Cazuza e a poesia dele. Tinha preguiça de tentar entender o que ele estava falando. No musical [Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, de 2013], comecei a revisitar estas canções e vi que não poderia explicar o mundo de uma maneira melhor do que ele. Aí comecei a entender o que era a obra dele. Hoje sou grato porque elucidei muitas questões que tinha através da música dele.”

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Relação com o axé – ele vive Beto Falcão na TV, um ídolo deste ritmo
“Achava que não tinha relação com o axé. Quando comecei a estudar para a novela, vi que sabia cantar muito. É uma delícia, comecei a lembrar dos meus momentos, da minha adolescência no colégio, por exemplo. E o Saulo [Fernandes] me ajudou muito. Ele traduziu este universo para mim.”

Fonte oficial: GQ

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