Entenda as principais diferenças no processo de fabricação de vinhos orgânicos, biodinâmicos e veganos – GQ

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Ao buscar aliar seu bem-estar ao cuidado com o meio ambiente, uma geração de consumidores conscientes amantes de vinhos tem procurado vinhos orgânicos, biodinâmicos e veganos. Mas você sabe as diferenças entre eles?

ORGÂNICO
Para ser considerado um vinho orgânico a produção das uvas deve excluir todos os tipos de pesticidas, fungicidas ou qualquer outro agrotóxico. O objetivo de quem trabalha com viticultura orgânica é se aliar à natureza a fim de potencializar a biodiversidade presente no vinhedo.

De acordo com Natália Cacioli, sommelière da Evino, os produtores utilizam recursos naturais para controlar pragas e garantir a saúde do vinhedo. Utilizam-se de animais como galinhas, ovelhas e patos para a limpeza das pragas e compostos orgânicos para a fertilização, adubação e eliminação de fungos e ervas daninhas. É o tradicional sistema de condução agrícola amplamente aplicado nos hortifrutigranjeiros. “Encontrar esse equilíbrio pode ser extremamente difícil e caro para o produtor. O desafio em países mais quentes e úmidos, por exemplo, é ainda maior”, diz Natália.

BIODINÂMICO
A biodinâmica quer lembrar todos os seres humanos que a agricultura é o fundamento de toda a cultura e tem algo a ver com todos, palavras de seu fundador, Rudolf Steiner. Nesse modelo de agricultura, ou Antroposofia, se preferir, a natureza se ajuda: os chás naturais auxiliam na mineralização do solo, a plantação de rosas entre as videiras controla a proliferação de pragas e o engarrafamento do vinho é feito de acordo com os ciclos lunares: tudo garante o completo equilíbrio do solo. O resultado são os vinhos mais intensos, saudáveis e saborosos do mundo.

VEGANO
O vinho, como um produto natural, tem substâncias que podem deixá-lo turvo e com sedimentos. Por isso, o líquido é normalmente filtrado e clarificado. Esse processo é realizado por meio de soluções que funcionam como “ímãs” para a retirada de sedimentos – e os mais populares são derivados de animais. Nesta fase podem ser usadas as seguintes substâncias: albumina de ovo (usada até nos vinhos biodinâmicos), sangue animal (utilizado fresco ou em pó, para retirar o gosto vegetal de vinhos jovens), cola de peixe (feita da cabeça, rabo e espinhas, com muito sulfito), gelatina animal (a mais utilizada, inclusive na filtragem e no arredondamento dos taninos).

Para fornecer alternativas veganas, alguns produtores têm utilizado outros materiais, como placas de fibras vegetais, carbono, pedra calcária, argila de caulim e gel de sílica. “A substância utilizada, seja de origem animal ou não, é retirada do vinho, mas está presente no processo de produção. E para informar o consumidor sobre esse processo, existe a classificação de vinho vegano”, explica a sommelière.

Fonte oficial: GQ

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