Entenda porque os prédios de Nova York estão “emagrecendo”, tendência que já chegou ao Brasil – Notas – Glamurama

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O skyline de NY: o “palitão” no meio da foto é o 111W57 || Créditos: Getty Images

Previsto para ser inaugurado em meados de 2019, o edifício residencial 111W57 de Nova York – em que o preço inicial dos apês começa na casa dos US$ 20 milhões (R$ 77,6 milhões), com alguns duplex à venda pelo triplo disso – não apenas proporcionará uma vista privilegiada do Central Park para seus sortudos moradores como ainda abrirá as portas ostentando o título de prédio mais “magrinho” do mundo, com uma largura de míseros 18,1 metros servindo como base para seus imponentes mais de 435 metros de altura.

E o que pode até dar vertigem naqueles que não ousam subir mais do que dois lances de escadas é o que, em contrapartida, está atraindo cada vez mais compradores para esses imóveis que só conseguem se destacar no disputado mercado imobiliário da Big Apple por causa da distância que seus topos têm do chão.

Isso porque foi-se o tempo em que ter um apê com janelas dando para a Quinta Avenida era o suficiente entre os ricaços em busca de um endereço para chamar de seu por lá, já que a maioria deles hoje em dia só quer saber de viver nas alturas, longe dos barulhos terrenos e, principalmente, fazendo metáfora com suas contas bancárias.

O problema é que NY – ou seu miolinho, Manhattan, que é a área que realmente importa para qualquer um que é alguém – há anos enfrente uma terrível escassez de terrenos necessários para erguer empreendimentos desse tipo. Mas para isso foi desenvolvido um “jeitinho gringo” que contornou o problema…

Tudo começou em 2007, quando um grupo de engenheiros se reuniu com representantes da prefeitura da cidade para propor uma lei que lhes permitisse juntar espaços no ar a fim de garantir o zoneamento necessário para lançar projetos do tipo “o céu é o limite” – e que foi prontamente aprovada, claro.

Uma espécie de transferência de direitos aéreos, a nova regrinha do plano piloto nova-iorquino é comumente chamada de “zoning lot merger” (“fusão de zoneamento”, em português), e consiste basicamente na compra do espaço aéreo não ocupado por prédios antigos e pequenos por seus futuros vizinhos gigantes.

Claro que os avanços mais recentes no universo da engenharia foram fundamentais para a proliferação desses palitões, que podem até balançar, mas dificilmente correm o risco de cair em dias de vento muito forte, por exemplo. E o resultado é que vários estão sendo construídos aos montes, e já começam a mudar o skyline de NY.

Essa tendência é global, porém ainda não pegou em grandes metrópoles da Europa, como Londres. Na capital inglesa, a construção mais alta é o The Shard, que tem “apenas” 306 metros de altura. Em Paris, o título de rainha das alturas continua sendo da Torre Eiffel, inaugurada em 1889, com 300 metros do chão.

Já nos países emergentes a história é outra, e os futuros maiores espigões do mundo deverão ser inaugurados ao longo dos próximos cinco anos, sobretudo na China e na Rússia. No Brasil, a grande novidade desse segmento são as torres gêmeas do Yachthouse Residence Club, que receberá os primeiros residentes no segundo semestre de 2019 – Neymar e Luan Santana já teriam garantido suas unidades no arranha-céu onde as mais baratas não saem por menos de R$ 3 milhões, e que com seus 274 metros de altura e 81 andares será o mais alto do território nacional. (Por Anderson Antunes)

As torres gêmeas do Yachthouse Residence Club de Balneário Camboriú, que será o prédio mais alto do Brasil || Créditos: Reprodução

Fonte oficial: Glamurama

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