Escala da fome: como o mindful eating pode te ajudar a comer de forma mais saudável – GQ

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De dieta Paleo e Escandináva (batizada de “a mais fácil do mundo”), passando pela low carb e Whole 30 (a dieta do pessoal do crosfit), até a má reputação do glúten e da lactose e chegando à raw food. Somos bombardeados pela mensagem que seguir uma determinada dieta é a solução para a insatisfação com o corpo, com a falta de energia e garantem uma vida mais feliz. Será mesmo?

As dietas restritivas ganharam seguidores fervorosos nos últimos, mas seguem sob discussão de especialistas que investigam os tais efeitos positivos à longo prazo na saúde mental e comportamental das pessoas. “Vivemos hoje em um mundo que nunca esteve tão preocupado e nunca recebeu tanta informação nutricional, mas que em contrapartida criou uma relação negativa com a comida”, diz Manoela Figueiredo, nutricionista do Instituto de Nutrição Comportamental, de São Paulo.

O perigo é cair em um extremo de compulsão por comer alimentos saudáveis ou “certos”. Como uma saída para essa avalanche de perfis fitness das redes sociais a busca por uma alimentação equilibrada e consciente tem ganhado força. “Nem sempre comemos para satisfazer a fome. Comemos com os olhos, com o olfato, e com as emoções também. Não tem certo ou errado”, alerta a nutricionista.

O que vai determinar as escolhas do que e do quanto comer é sua fome. “Imagine um tanque de gasolina. Se você encher além do limite vai transbordar, enquanto menos, você não terá energia.”

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Uma das atividades proposta pela linha de nutrição comportamental é se reconectar com sinais de alertas primordiais do organismo: fome e saciedade. Quando éramos bebês reconhecíamos esses alertas e conforme crescemos, os fatores sociais e emocionais entram na jogada confundindo o cérebro. A solução? Ao invés de contar calorias, monitore qual a escala de fome está sentindo. Explicamos:

1 – “morrendo de fome! Vou desmaiar.”
2 – com muita fome, quase faminto
3 –  com muita fome, tomara que a comida chegue logo
4 – Humm… Eu poderia comer agora.
5 – Não estou cheio, mas tão pouco com fome.
6 – Satisfeito e leve. “Eu poderia comer mais…”
7 – Confortável e ao mesmo tempo com um leve incômodo.
8 – Muito cheio. “Comi mais do que deveria”.
9 – Full! Desconfortável e sentindo-se pesado.
10 – Ceia de natal mode on! Em coma!

Como usar a escala de fome
“Quando você sente fome, ela é uma necessidade fisiológica e precisa ser satisfeita. A escolha do quanto ou do que comer perpassa na intensidade da sensação que estiver sentindo”, explica Manoela. Ou seja, ao invés de esperar chegar ao nível 1, em que pode levar a falência o sushi bar, procure fazer as refeições quando estiver no nível 3 a 4.

A hora de parar ideal é no nível em que você se sente satisfeito e que se comer mais vai ter que desabotoar a calça. Lembre-se que demora cerca de 20 minutos para que o cérebro assimile o sinal de saciedade. De “estou bem” para “socorro, por quê aceitei a sobremesa” leva exatamente esse tempo. “Quando a fome está sob controle, a decisão do que sentimos vontade de comer se torna flexível”, finaliza a nutricionista.

Fonte oficial: GQ

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