Escola Eleva pretende formar uma nova geração de líderes – GQ

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Parte da missão da Escola Eleva é formar uma geração de líderes que contribuirá para a construção de um mundo melhor. Nosso pilar em cidadania global nos torna responsáveis por criar uma comunidade na qual acreditamos – e queremos fazer nossa parte para mostrar que isso é possível. Não temos receio de perguntar: “Qual é a nossa missão, como educadores, em uma sociedade que encara uma permanente desigualdade?”

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Diversidade é algo que sempre será parte dessa resposta. Eu, por exemplo, sempre fui um dos únicos negros na minha escola privada, na faculdade, no mestrado etc. Porém, meu país, os Estados Unidos, tem só 13% de negros. Ao chegar no Brasil, fiquei surpreso ao aprender que aqui é a maior nação negra do mundo fora da África percentualmente e o segundo maior país negro em números. Esses índices, é claro, levantam algumas indagações: “Por que existem tão poucos estudantes negros nas instituições particulares brasileiras? E por que sou um dos únicos negros que faz parte do corpo docente de líderes de escola em um país formado por uma população com mais de 50% de pessoas negras?”

Mas voltando à Eleva, o que precisa ser “novo” nesta “nova escola” que aposta na diversidade? Novidade implica mudança ou, ao menos, a necessidade de implementar melhorias. Se há líderes, precisamos ter seguidores. A questão primordial do corpo docente da escola, e a de muitos brasileiros, é: “Em que direção temos de ir? Devemos replicar um modelo de educação que persiste desde o século passado? Ou abraçar este momento de mudança como uma grande chance para promover um mundo melhor?”

Eleva, o nome da nossa escola, é também uma palavra poderosa:  em português significa “erguer”, “fazer melhor” – e é exatamente isso que estamos tentando aqui (do nosso jeito). Podemos ser a escola privada mais aberta à diversidade do Rio de Janeiro? Nossa aspiração é nos tornarmos líderes em excelência. Além de termos a missão de formar cidadãos globais – estes que não temem a diferença e nem olham para trás a fim de reproduzir o status quo.
Costumamos dizer que nossas janelas estão abertas para o mundo. E o que vemos através delas é uma comunidade diversa. Entendi que a pluralidade não pode ser um fardo, mas sim uma oportunidade de conexão. A diversidade enriquece as experiências. Por isso, temos um programa que promove a diversidade na escola e que já foi, em seu primeiro ano de implantação, premiado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) com o “Prêmio Sim à Igualdade Racial” na categoria educação e oportunidades. Na Eleva, nós queremos liderar com bons exemplos.

Fonte oficial: GQ

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