Esse restaurante de alta gastronomia quer ser o novo queridinho de Lisboa – GQ

11

André Magalhães, enófilo, cozinheiro e ex-produtor de cinema formado em Cambridge, é o dono do restaurante com mais filas na porta de Lisboa: o Taberna da Rua das Flores. Há que se esperar em média uma hora para sentar-se à mesa. “Não entendo bem esse sucesso todo, só sei que o boca a boca fez um efeito tremendo.”

Em seis anos de Taberna, ele fez o que outros chefs tentam durante toda a vida, e agora quer repetir o sucesso com a Taberna Fina − inaugurada em março –, de proposta bem diferente (de Taberna ela tem bem pouco, diga-se). Na verdade, é um restaurante de alta cozinha autoral que serve menus-degustação em um elegante salão no novo hotel butique Le Consulat. Sobre mesas de mármore são servidas entradinhas minimalistas como rabanete enrolado em farelo de carne-seca ou uma mini salada caesar de comer com a mão. Segue uma sucessão de pequenos e inventivos pratos salpicados de referências a viagens e leituras, como o sarrajão acompanhado de pepino e funcho e o taco de fruta-pão com lingueirão e pico de gallo.

Já na Rua das Flores, onde o ambiente é bem mais desencanado, Magalhães não tem menu impresso e nem aceita reservas. Prepara comida do dia conforme o que encontra de melhor no mercado. Num dia há “ovos mexa você mesmo”, noutro, pataniscas de bacalhau e presuntinhos à passarinho. Para acompanhar, serve o ótimo vinho que sua mulher, Silvia, produz na Quinta da Lapa, no Tejo, além de outros achados.

Lisboa (Foto: humberto mouco )

Com a inauguração da Taberna Fina, em frente à icônica Praça Luís de Camões, Magalhães tem se dividido. Sobe e desce os 500 metros que separam as duas cozinhas de dez a quinze vezes ao dia. Na Rua das Flores, em frente ao balcão do bar, fica a chamada “mesa do taberneiro”, onde recebe amigos, jornalistas e chefs (alguns ranqueados entre os melhores do mundo, como o peruano Virgilio Martinez e a eslovena Ana Ros). Duas tabernas, duas propostas, dois estilos de cozinha e um taberneiro: “A da Rua das Flores é mais popular, e o ticket médio é a metade do da Taberna Fina, que atrai foodies com maior poder de compra”, define. Se a segunda fizer a metade do sucesso da primeira, Magalhães certamente se firmará como o chef português da vez.

Outras boas-novas de Lisboa

Cantina do Avillez
José Avillez, o melhor chef de Portugal, acaba de abrir o mais simples de seus restaurantes. Vá até lá para matar a vontade dos clássicos caseiros como cozido à portuguesa, polvo a bacalhoeiro e bitoque com ovo a cavalo e fritas.

Jncquoi
O mais badalado do momento, está sempre cheio de gente bonita. A comida é boa, mas importa menos do que o ambiente brasserie chic com muitos espelhos para ver e ser visto.

Prado
Um espaço grande e cheio de luz com look escandinavo e uma proposta muito cool de cozinha contemporânea ultra sazonal.

Fonte oficial: GQ

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Sixth Sense.

Comentários